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Tropas iraquianas aumentam cerco para a retomada de Mosul

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As tropas iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos continuam se movimentando com o objetivo de fechar o cerco sobre Mosul, cidade com 1,5 milhão de pessoas dominada pelo Estado Islâmico (EI) há mais de dois anos.

Nesta quarta-feira (2), os soldados chegaram nos limites de Hammam al-Alil, cidade conhecida pelas suas águas termais, localizada a 15 km ao sul de Mosul, a maior localidade iraquiana nas mãos do EI. Uma unidade de elite do Exército iraquiano está se aproximando de Mosul pelos limites leste da cidade.

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Um das preocupações dos membros das Nações Unidas é com a população de 25 mil pessoas que vive em Hammam al-Alil. Fontes do órgão internacional dizem que essas pessoas poderão ser usadas como escudos humanos pelos membros do EI.

A batalha pela reconquista de Mosul, onde o EI executou dezenas de pessoas, começou em 17 de outubro. As tropas iraquianas contam com suporte aéreo e terrestre da coalizão liderada pelos Estados Unidos. Mesmo antes de a guerra entrar na cidade, muitos civis estão deixando a região. Mas esse fluxo de civis deve aumentar muito, segundo a ONU.

Existem estimativas pessimistas que calculam que quase 1 milhão pessoas poderão deixar os limites da cidade, o que geraria uma nova crise humanitária no Iraque. Em Hammam al-Alil, por exemplo, 40 mil pessoas fugiram desde o início da campanha pela tomada de Mosul.

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Hoje, as tropas iraquianas pararam seu avanço em direção ao centro de Mosul para fazer uma varredura nos povoados próximos.

Os soldados iraquianos mataram oito militantes do EI. Dois deles, e um estava com um cinto de explosivos, avançaram contra as tropas e foram mortos. Os outros seis estavam dentro de um túnel, em um dos povoados reconquistado nas últimas horas.

De acordo com os militares responsáveis pela operação, a movimentação das tropas só deve voltar a ocorrer quando o tempo melhorar na área. O planejamento dos generais indicam que as batalhas podem durar até meses.

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