Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Caça a elefantes custa US$ 25 milhões a países africanos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

PHILLIPPE WATANABE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O lucrativo mercado de marfim prejudica o turismo dentro da África. Um estudo divulgado nesta terça (1º) afirma que países africanos perdem possibilidades de turismo com a matança de elefantes e deixam de ganhar cerca de US$ 25 milhões por ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A pesquisa foi publicada na revista científica "Nature Communications".

A preservação dos grandes mamíferos é um assunto urgente. Com a caça, as populações do animal recentemente diminuíram mais de 60%.

As presas dos elefantes são o alvo. Os caçadores matam os animais, retiram as presas e as vendem no mercado negro asiático, mesmo com as restrições comerciais impostas internacionalmente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado negro de marfim, derivado das presas, chega aos U$ 597 milhões por ano, segundo os autores da pesquisa. Contudo, é um dinheiro que envolve poucos e não beneficia as populações locais.

O estudo, então, se propôs a estimar os benefícios monetários da preservação dos elefantes africanos.

A pesquisa verificou o número de turistas em 164 áreas protegidas (correspondentes aos estados no quais estão 90% dos elefantes do continente), considerou gastos diretos e indiretos dos visitantes e também se utilizou de dados referentes às populações e à caça de elefantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os resultados mostram que, em geral, turistas gostam de elefantes. Acompanhando o que se já se sabia de pesquisas anteriores, há uma forte relação entre a presença de elefantes em reservas e a visitação turística.

Contudo, por conta da caça, que diminui a presença de elefantes nas áreas protegidas e, consequentemente, a quantidade de turistas, os países africanos deixam de ganhar cerca de U$ 25 milhões por ano.

Desse total, U$ 9 milhões estariam relacionados a gastos diretos dos visitantes e os outros U$ 16 milhões a gastos indiretos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investimento na proteção dos elefantes se paga, segundo a pesquisa. Ou seja, há retorno monetário dos investimentos, mesmo que não seja instantâneo.

A pesquisa conclui que esse é um "investimento sábio" com retorno contínuo.

PROBLEMAS

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pesquisa analisou os cenários dos elefantes africanos de savana e os de floresta, e a situação para os últimos não é muito positiva. Enquanto o investimento em proteção traz retornos econômicos no caso dos animais de savana, o mesmo não acontece nos de floresta.

Os elefantes de floresta são os mais caçados. Ao mesmo tempo, do ponto de vista econômico e turístico, os esforços para sua conservação trazem retornos quase desprezíveis. Isso ocorre por eles se encontrarem em áreas de difícil acesso e baixa visibilidade.

Isso demonstra, segundo os pesquisadores, que a conservação da biodiversidade não pode ser somente vista pelo lado financeiro, mas também levando-se em conta aspectos éticos e morais

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a pesquisa reconhece que nem sempre as divisas geradas por turismo de natureza vão para comunidades locais e as beneficiam. Contudo, os autores afirmam que há exemplos de sucesso em iniciativas relacionadas a elefantes africanos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV