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ATUALIZADA - Depoimento de pivô de escândalo agrava crise na Coreia do Sul

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pivô de um escândalo de corrupção que ameaça o governo da Coreia do Sul, Choi Soon-sil foi detida nesta terça-feira (1º) para prestar depoimento pelo segundo dia seguido às autoridades do país.

Os promotores do país investigam se ela usou sua conexão com a presidente Park Geun-hye para manipular o governo pelos bastidores e para acumular fortuna de maneira ilícita.

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O escândalo protagonizado por Choi, 60, provocou frenesi na Coreia do Sul e levou Park a exonerar assessores de confiança e a enfrentar pressões por seu impeachment, na opinião pública e nas ruas.

Na semana passada, em meio a especulações, a presidente Park reconheceu que Choi havia editado alguns de seus discursos e que havia oferecido ajuda nas relações públicas do governo.

Outros relatos indicam que Choi tinha uma participação maior nos assuntos do governo, embora não fosse funcionária, e que ela teria feito mau uso de dinheiro destinado a projetos beneficentes após pressionar por doações de empresas.

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Há rumores de que Choi criou um grupo secreto chamado "as oito fadas" para aconselhar a presidente pelos bastidores.

Choi é próxima da presidente desde que seu pai, líder de um culto religioso, ganhou a confiança de Park, supostamente por tê-la convencido de que poderia se comunicar com a mãe dela, assassinada.

Na segunda-feira (31), enquanto tentava entrar no prédio da promotoria em Seul para prestar depoimento, Choi foi hostilizada por uma multidão de manifestantes e jornalistas.

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"Por favor, me perdoem", disse Choi aos prantos na ocasião. "Eu cometi um pecado que merece a morte."

Na confusão, ela perdeu um pé do sapato preto que usava. Manifestantes exibiram o calçado perdido e ironizaram Choi, referindo-se a ela como "Soonderela" ?uma mistura de uma das partes do nome dela com o nome do conto em que uma princesa perde seu sapato de cristal.

ATAQUE COM ESCAVADEIRA

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A polícia da Coreia do Sul deteve nesta terça um homem que avançou com uma escavadeira em direção a prédio da promotoria.

Segundo policiais, o suspeito disse às autoridades que "já que Choi Soon-sil afirmou ter cometido um pecado que merece a morte, eu vim aqui para ajudá-la a morrer". Ele tem 45 anos e foi identificado pelo sobrenome Jeong.

O ataque feriu um guarda e danificou o portão do estabelecimento. Choi prestava depoimento à promotoria em outro edifício.

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COREIA DO NORTE

A Coreia do Norte reagiu nesta terça ao escândalo de corrupção no país vizinho, dizendo que é o resultado inevitável de um regime corrupto.

A KCNA, agência de notícias oficial do regime de Pyongyang, disse que o escândalo do qual Choi é pivô é "um odioso caso de corrupção movido pelo poder sem precedentes na história da Coreia do Sul. "

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O "Rodong Sinmun", jornal oficial do Partido Comunista norte-coreano, afirmou que a administração sul-coreana é "a mais deformada, anormal e estúpida na sociedade contemporânea" e que a presidente Park é um "boneco colonial".

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