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Cristina depõe e diz que é vítima de perseguição política

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ex-presidente argentina Cristina Kirchner compareceu nesta segunda-feira (31) a um tribunal para prestar esclarecimento sobre o suposto favorecimento de um empresário em contratos públicos durante o seu governo.

O juiz federal Julián Ercolini convocou Kirchner para testemunhar em uma investigação envolvendo o empresário Lázaro Báez, preso por acusações de fraudes e lavagem de dinheiro.

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Segundo a Justiça, ele venceu ilegalmente contratos públicos durante os 12 anos que a ex-presidente e seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, estiveram no poder. Báez, preso desde abril sob a acusação de lavagem de dinheiro, era um dos melhores amigos do marido de Cristina, o ex-presidente Néstor (2003-2007).

O empresário foi também um dos maiores vencedores de licitações públicas sob o kirchnerismo (2003-2015) e é suspeito de ter pago propina em forma de aluguel de imóveis e de quarto de hotéis de empresas da família Kirchner.

AUDITORIA

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Milhares de simpatizantes da ex-presidente ficaram do lado de fora da corte prestando apoio a ela enquanto passava por uma audiência a portas fechadas.

Depois da audiência, afirmou a repórteres que é vítima de perseguição política, como outros líderes da América Latina. E negou as acusações de abuso de poder.

Ela também pediu a anulação da acusação de favorecimento a Lázaro Báez e pediu uma auditoria sobre as obras realizadas durante todo o governo kirchnerista.

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Durante as duas horas em que esteve diante do juiz Julián Ercolini, Cristina não respondeu as perguntas do magistrado e dos fiscais federais.

"Não sou amiga nem sócia de Báez", disse a ex-presidente, em sua defesa.

Terminada a audiência, Kirchner saiu caminhando a encontro de militantes e ex-servidores de seu governo. Báez também deve ser interrogado depois de amanhã.

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