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Incompletas, obras de transporte no Rio param e deixam 'estação fantasma'

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LUIZA FRANCO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Incompletas, as obras de transporte iniciadas no Rio nos últimos anos, parte delas promessas para a Olimpíada, estão paradas, atrasadas, e deixam em seu rastro até mesmo uma "estação fantasma".

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A situação que afeta mais gente é a do BRT Transbrasil, que pretende ligar o centro da cidade a Deodoro pela avenida Brasil, uma das principais vias da cidade.

Pelo aguardado corredor expresso, construído pela metade até agora, passarão 820 mil pessoas por dia, mas elas terão que aguardar a solução de um impasse entre a Prefeitura do Rio e o consórcio que executa a construção, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS.

A construção do corredor não era uma promessa olímpica, como eram os outros corredores BRT -Transcarioca, Transolímpica e Transoeste. Ainda assim, com Transcarioca, Transoeste e Transolímpica, ele fecha o anel viário de 155 quilômetros, que ficará totalmente interligado.

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A obra, que custou R$ 1,5 bilhão, foi interrompida durante os Jogos para não causar trânsito. Desde então, não foi retomada. Operários foram dispensados e canteiros estão cheios de material de construção, mas sem qualquer atividade. O consórcio diz que aguarda a regularização do contrato por parte da prefeitura.

Já a administração municipal diz que não há pendências de pagamentos de sua parte, e que a culpa é do consórcio, que não remobilizou os canteiros. Diz ainda que, se as obras não forem retomadas, pode aplicar medidas punitivas. A previsão de conclusão da construção é 2017, sem mês ou mesmo de semestre definidos.

Em outra ponta da cidade, em Campo Grande, na zona oeste, mas ainda no BRT, está uma "estação fantasma", fora da rota dos corredores da região, ocupada apenas por um vigia. Construída no início de 2014, ela faria parte de um trecho do corredor Transoeste que ligaria a Barra da Tijuca a Campo Grande, mas que sequer tem previsão para começar a ser construído.

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Atualmente, quem mora em Campo Grande e quer pegar o BRT tem que embarcar em um ônibus até Santa Cruz, bairro ainda mais distante do centro. Diante da falta de uso da estação, um grupo de jovens reivindica que ela seja transformada em um centro cultural. A Secretaria de Transporte não comenta a sugestão.

DEVAGAR

Já no centro da cidade, a construção da rede de VLT (Veículos Leves Sobre Trilhos), espécie de bonde elétrico, anda devagar. Quando o projeto foi lançado, em 2013, a prefeitura disse que toda a rede seria concluída no primeiro semestre de 2016, mas até agora, só funciona um de três trechos do sistema, o que liga a rodoviária ao aeroporto Santos Dumont.

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Passando pelo Boulevard Olímpico, durante os Jogos, esse trecho transportou mais de um milhão de pessoas. A parte concluída representa a metade do prometido pela prefeitura, e transporta, no cenário pós-Jogos, apenas 8% dos usuários esperados para todo a rede.

Em novembro deve começar a funcionar o segundo trecho, que liga a praça da República e a Praça XV. Para 2017, sem data específica, ficam os trechos da avenida Marechal Floriano e do entorno da Central do Brasil. Enquanto isso, o trânsito continua no centro por causa da obras.

A implantação do sistema teve custo de R$ 1,157 bilhão, sendo os R$ 532 milhões com recursos federais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade, e R$ 625 milhões viabilizados por meio de uma PPP (parceria público-privada) da Prefeitura do Rio.

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