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Presidente do Iêmen rejeita proposta de paz da ONU

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, rejeitou neste sábado (29) a proposta da ONU para um acordo de paz para encerrar o conflito que devasta o país há dois anos.

Hadi, que está em exílio fora do país desde que rebeldes xiitas houthi tomaram a capital Sanaa, em 2014, disse que o acordo beneficia os rebeldes.

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O documento garante aos rebeldes xiitas uma participação no futuro governo e reduz os poderes do presidente em troca da retirada dos rebeldes das grandes cidades.

"O povo iemenita condenou essas ideias e o chamado mapa do caminho diante da crença de que o acordo é uma porta para mais sofrimento e guerra", disse Hadi, segundo documento divulgado pela Presidência.

"As ideias apresentadas [...] carregam as sementes da guerra. [O acordo] recompensa os líderes do golpe e pune o povo iemenita ao mesmo tempo", afirmou ainda o presidente.

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Segundo o comunicado, Hadi afirmou aos representantes da ONU que a paz será alcançada apenas quando o golpe for revertido, os rebeldes entregarem suas armas e se retirarem das cidades que hoje ocupam.

O conflito no Iêmen deixou mais de 10 mil mortos e feridos, além de 3 milhões deslocados de suas casas. O bloqueio imposto por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita para conter o avanço dos rebeldes levou a nação árabe a uma crise grave de desnutrição. Cerca de 1,5 milhão de crianças no Iêmen estão subnutridas e metade da população vive com fome, disseram nesta sexta-feira (28) as agências de ajuda humanitária das Nações Unidas.

Grupos de direitos humanos acusam a coalizão internacional de matar civis nos ataques destinados a conter os rebeldes e de usar como alvos casamentos, funerais, escolas e hospitais.

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Neste sábado (29), uma família de 11 pessoas foi morta em um ataque aéreo da coalizão na cidade de Taiz, no oeste do país.

Segundo a agência de notícias Associated Press, que cita forças de segurança iemenitas, o ataque aéreo atingiu a casa de um civil chamado Abdullah Abdo. A casa fica no distrito de al-Salw, que é disputado pelas forças do governo e os rebeldes.

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