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Presidente francês diz que fechará acampamento de refugiados em Paris

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente francês, François Hollande, afirmou neste sábado (29) que fechará os acampamentos improvisados nas ruas de Paris pelos refugiados que deixaram Calais.

O governo francês retirou cerca de 5.000 pessoas do acampamento de Calais, conhecido como selva, em um esforço para tentar conter a crise de imigração no país.

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Desde então, o número de imigrantes dormindo nas ruas de Paris aumentou em ao menos um terço, chegando a algo entre 700 e 750 barracas e entre 2.000 e 2.500 pessoas, segundo Colombe Brossel, vice-prefeita da capital francesa.

Ao longo dos bulevares movimentados e de um canal em uma área do nordeste de Paris, centenas de barracas foram montadas por imigrantes, a maioria africanos que dizem ser do Sudão, com caixas de papelão no chão fazendo as vezes de isolante contra o frio.

Hollande se encontrou neste sábado com um grupo de imigrantes trazidos de Calais para um centro de acolhimento em Doue-la-Fontaine, no oeste do país. "Nós não podemos tolerar acampamentos", disse o presidente, que os classificou como não dignos da França.

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O líder francês pediu ainda que o Reino Unido faça sua parte em ajudar a retirar cerca de 1.500 imigrantes menores de idade que permanecem em Calais, que por anos serviu de uma base ilegal para imigrantes tentando chegar ao Reino Unido.

O diretor do escritório de refugiados francês, Pascal Brice, disse que os recém-chegados a Paris não representam um movimento indiscriminado da "selva" para a capital. "Pode haver alguns movimentos nas periferias (rumo a Paris), mas o crucial é que essas 6.000 pessoas foram protegidas", afirmou ele à Reuters.

A vice-prefeita Brossel disse que cabe ao governo central agir, e não às autoridades municipais. "Estas pessoas precisam ser abrigadas", afirmou.

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A cidade de Paris tem planos de abrir dois centros de imigrantes, com capacidade de menos de mil leitos.

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