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Maduro confirma ida a cúpula em meio a clima hostil à Venezuela

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SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL

CARTAGENA, COLÔMBIA (FOLHAPRESS) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, confirmou nesta sexta (28) sua participação na Cúpula Iberoamericana, que ocorre em Cartagena, na Colômbia. A organização do evento confirmou a informação e o líder do país vizinho deve chegar à cidade caribenha no domingo (29) pela manhã.

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A presença de Maduro não estava prevista, uma vez que o mandatário havia designado que o representante venezuelano nesse encontro deveria ser o vice-ministro de América Latina e do Caribe, Alexander Gabriel Yánez Deleuze.

Num evento que já vem sendo marcado por críticas à sua gestão e pela possibilidade de que alguns países se reúnam paralelamente para acionar a carta democrática da OEA (Organização dos Estados Americanos) e a cláusula do Mercosul, a vinda de Maduro causou surpresa entre os assistentes do evento.

Em Cartagena, Maduro deve enfrentar um clima hostil por parte de alguns países. Em sua chegada ao aeroporto, o líder peruano, Pedro Pablo Kuczynski, disse que "vai ser uma reunião muito importante, porque vamos conversar sobre os grandes temas da América Latina, incluindo os do país vizinho, a Venezuela".

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PPK, como é conhecido, disse na quinta (27) que pedirá a outros líderes latino-americanos que seja ativada a carta democrática da OEA (Organização dos Estados Americanos) ao governo da Venezuela.

Já os chanceleres do Mercosul planejam um encontro informal para tratar da ativação da cláusula democrática, que poderia provocar a expulsão da Venezuela do bloco para a noite desta sexta (28) ou para amanhã (29) pela manhã.

Estão presentes em Cartagena os chanceleres do Paraguai, Eladio Loizaga, e da Argentina, Susana Malcorra. Ambos esperam o ministro das Relações Exteriores brasileiro, José Serra, cuja chegada está prevista para as 18h desta sexta (28), e o vice uruguaio, Raúl Sendic.

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Um dos poucos aliados de Maduro em território colombiano é o próprio presidente Juan Manuel Santos, que não tem se manifestado sobre a carta democrática e vêm prestando apoio, inclusive material, à Venezuela.

A aliança é estratégica, uma vez que Caracas é um dos apoiadores do processo de paz colombiano, com ajuda logística e de inteligência.

GREVE

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A decisão de Maduro ocorre no mesmo dia em que a oposição havia convocado uma greve geral de 12 horas.

Na manhã desta sexta (28), as ruas de Caracas amanheceram com muito pouco movimento, mas alguns negócios, como padarias e farmácias, permaneceram abertos e havia longas filas para comprar produtos.

No dia anterior, o mandatário venezuelano havia dito que "tomaria" as empresas que aderissem à greve, o que assustou alguns negócios, que preferiram deixar abertas as portas.

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O chamado da coalizão opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática) era para que se "deixassem as ruas e postos de trabalho vazios" entre 6h e 18h (8h e 20h em Brasília) para "pressionar o governo a acatar a Constituição e a respeitar o direito de escolher".

A greve geral acontece dois dias após as manifestações em favor do referendo contra Maduro. Nesta semana, a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, deu início a um julgamento "político e penal" do presidente chavista.

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