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Situação na Venezuela é 'muito delicada', diz chanceler da Argentina

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SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL

CARTAGENA, COLÔMBIA (FOLHAPRESS) - Recém-chegada a Cartagena, onde participa da Cúpula Iberoamericana representando o governo argentino, a chanceler Susana Malcorra disse, em entrevista a uma rádio colombiana, que a situação na Venezuela é "muito delicada" e que são os venezuelanos que têm de "encontrar o caminho para sair desse problema".

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Também ao diário "Clarín", Malcorra disse que "as tensões estão escalando a cada dia, e o que nos preocupa são os venezuelanos em primeiro lugar, e a região, em termos mais amplos."

Malcorra não comentou a ideia, porém, lançada pela chancelaria paraguaia e com apoio do Brasil, de realizar uma reunião informal de chanceleres do Mercosul durante o encontro na cidade caribenha.

Na quinta (27), num comunicado, o governo venezuelano se mostrou contra o plano de um encontro informal de representantes de Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai para dar início a uma ação conjunta contra o governo de Nicolás Maduro e declarou que o resultado de suposta reunião seria considerado "nulo" pelos venezuelanos.

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Malcorra disse, ainda, que "é impossível que essa situação de total bloqueio de diálogo em que se encontram o governo e a oposição se possa resolver de outra forma que não seja pelos venezuelanos mesmos."

Porém, considerou importante a recente adesão do Vaticano. Disse que "entendemos que o fato de que o papa Francisco tenha se envolvido é um sinal de que temos a mais importante autoridade moral do mundo interessada em ajudar às duas partes", por meio de um comunicado da chancelaria argentina.

Ainda sobre a participação do Vaticano, acrescentou que "nos parece que atender a essa convocatória para poder encontrar uma saída é fundamental. Se não é o Vaticano quem acompanha e ajuda nessa saída, quem vai ser?".

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Ressaltou, ainda, que não existe uma "solução milagrosa" para o tema venezuelano, e que a única via é a do diálogo entre governo e oposição.

Sobre a aplicação da Carta Democrática da OEA, disse se tratar de "uma ferramenta muito importante, mas não é, em si mesma, uma saída automática, e sim uma forma de mandar uma mensagem de preocupação com relação a uma situação de perigo à democracia. Mas para alcançar um consenso com relação à carta, é preciso unanimidade na OEA e isso claramente até agora não foi possível, porque há distintas perspectivas sobre a situação na Venezuela dentro da OEA mesma."

No caso do Mercosul, Malcorra disse que "estamos acompanhando a situação da Venezuela há um tempo. Tivemos uma decisão à respeito da presidência temporária [de não entrega-la à Venezuela]. E essa decisão pode mudar, se a Venezuela avançar no cumprimento dos requisitos para poder exercê-la."

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