Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

EI usa milhares de reféns em Mossul como escudos humanos, diz ONU

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Terroristas da facção Estado Islâmico (EI) sequestraram "dezenas de milhares" de homens, mulheres e crianças nos entornos de Mossul para utilizá-los como escudos humanos durante a ofensiva liderada pelo governo iraquiano para expulsar os radicais dessa cidade no norte do país.

A porta-voz da ONU (Organização das Nações Unidas) para direitos humanos, Ravina Shamdasani, disse nesta sexta-feira (28) que "relatos confiáveis" indicam que aproximadamente 8.000 famílias, cada uma com cerca de seis membros, foram "forçadas a deixar suas casas em subdistritos ao redor de Mossul" desde o início da batalha pela cidade. Moradores de Mossul também foram realocados à força para outras partes da cidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De acordo com Shamdasani, o EI assassinou na quarta-feira (26) ao menos 232 pessoas da região, sendo 190 ex-membros das forças de segurança do Iraque e 42 civis, que haviam se recusado a cumprir as ordens da milícia fundamentalista.

"A estratégia depravada e covarde do EI é tentar usar a presença de civis tomados como reféns para evitar operações militares em certos pontos, áreas ou forças militares, efetivamente usando dezenas de milhares de mulheres, homens e crianças como escudos humanos."

Os relatos, corroborados pela ONU, definitivamente "não eram abrangentes, mas mostravam evidências de violações", afirmou a porta-voz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A confirmação pela ONU de que o EI tem utilizado escudos humanos agrava os temores de que a batalha por Mossul aprofunde a crise humanitária na região. Milhares de moradores já foram forçados a deixar suas casas.

OFENSIVA XIITA

Milícias xiitas apoiadas pelo Irã anunciaram nesta sexta que se juntarão à batalha por Mossul, e que lançarão em breve uma ofensiva a oeste da cidade com o objetivo de cercá-la e cortar as vias de acesso dos extremistas do EI à Síria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, participam da batalha cerca de 30 mil combatentes do Exército iraquiano, das forças peshmerga curdas e de milícias árabes aliadas. A coalizão internacional liderada pelos EUA dá apoio técnico à ofensiva e realiza ataques aéreos contra posições do EI.

Até agora, a operação conseguiu liberar alguns vilarejos e cidades na região, mas soldados ainda não chegaram a Mossul. Autoridades militares dos EUA disseram nesta semana que, desde o início da operação, foram mortos entre 800 e 900 combatentes do EI.

A batalha por Mossul teve início em 17 de outubro. A operação, que deve durar semanas ou meses, tenta expulsar os extremistas da cidade, que já foi a segunda maior do Iraque.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV