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Falha tentativa para novo governo; 2ª investida ocorrerá sábado

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Mariano Rajoy, do conservador PP (Partido Popular), falhou nesta quinta-feira (27) na tentativa de formar o próximo governo da Espanha. Em um revés já antecipado, ele foi derrotado no Congresso por 180 votos contra 170.

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A aprovação de um governo espanhol é feita em duas tentativas. Na primeira, que foi realizada agora, era preciso ter 176 votos favoráveis. Na segunda etapa, que está prevista para o sábado (29), Rajoy só precisará receber mais "sim" do que "não".

Com a expectativa de uma abstenção do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), Rajoy -hoje premiê em exercício- deverá conseguir renovar o seu mandato.

Ele terá, portanto, finalmente encerrado um período de mais de dez meses de paralisia política na Espanha.

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Houve eleições em dezembro de 2015 e em junho deste ano, mas nenhum partido conseguiu somar os 176 deputados necessários para ter um governo. Sem alianças entre si, os líderes políticos alongaram esse processo.

A votação de sábado no Congreso é a última chance para que o país tenha um governo efetivo -por ora, Rajoy tem poderes limitados, e não pode nem aprovar o orçamento do ano que vem.

Depois do sábado, se não houver um governo, o país obrigatoriamente precisará voltar às urnas, o que poderá coincidir com o Natal.

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ALIANÇAS

O impasse político espanhol é resultado do surgimento de novos atores políticos, como os partidos Podemos (esquerda) e Cidadãos (centro-direita). Com os votos pulverizados, tornou-se mais difícil uma sigla sozinha formar o seu próprio governo.

Outro empecilho são as divergências entre os partidos, que impossibilitaram o diálogo. Reivindicações nacionalistas da Catalunha, por exemplo, inviabilizaram alianças. Siglas como o Podemos, ademais, se recusaram a pactuar com o PP.

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A atual aliança que garante 170 votos para Rajoy inclui o Cidadãos, mas o premiê terá dificuldades quando de fato tiver a oportunidade de governar. Ele não terá a maioria do Congresso para aprovar suas medidas. O país pode, portanto, ser obrigado a convocar eleições antecipadas no médio prazo.

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