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Doria diz que lei eleitoral beneficia quem tem mais renda

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GABRIEL MASCARENHAS E DANIEL CARVALHO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em uma maratona pelos três poderes em Brasília nesta terça-feira (24), o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a legislação eleitoral vigente beneficia "quem tem mais renda", como ele, responsável por financiar 36,6% dos recursos de sua campanha.

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Nestas eleições, foram permitidas apenas doações de pessoas físicas, além do financiamento público. Doria investiu R$ 2.934.100 na própria campanha.

"No nosso caso, seguimos o que a lei determina, mas, de fato, aqueles que têm renda -sou candidato que me apresentei com toda clareza, como empresário-, eu tive o benefício de poder utilizar aquilo que a lei determina, a financiar uma parte da nossa campanha", afirmou.

Defensor do financiamento empresarial com mecanismos de controle e limites estabelecidos, ele disse que este é um modelo mais justo.

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"Entendo que forma justa e correta é dar esse mesmo direito a todos, ou seja, com uma mudança na legislação, com contribuição empresarial, somada aos fundos de campanha e às contribuições de pessoas físicas para dar maior equidade nas próximas campanhas", afirmou, após encontro com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes.

Segundo Doria, Mendes está estudando o assunto. "O presidente está analisando diferentes matizes para fazer análise final e fazer as modificações onde for necessário", afirmou.

ALCKMIN x AÉCIO

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Doria procurou se esquivar quando questionado se estaria ao lado de seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), caso ele dispute com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a indicação do partido para concorrer à Presidência da República.

"Eu estou do lado da democracia, do lado do voto e do povo. Tanto o governador Geraldo Alckmin quanto o senador Aécio Neves sabem que têm um longo período até 2018. Neste momento, o governador Geraldo Alckmin está preocupado em governar o Estado e o senador Aécio Neves, em presidir o PSDB e cumprir bem o seu mandato no Senado Federal. Tudo a seu tempo", desconversou.

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