Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Manifestantes chavistas invadem sessão do parlamento venezuelano

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Grupos chavistas invadiram neste domingo (23) a Assembleia Nacional venezuelana e interromperam o debate sobre a suspensão do processo de coleta de assinaturas para um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

Os simpatizantes do governo Maduro, que desde o início da sessão cercavam a Assembleia, entraram à força no prédio, com bandeiras da Venezuela e gritando palavras de ordem. "São grupos violentos e estranhos à Câmara, têm que ser tirados do parlamento", disse o presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, da oposição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Ramos Allup suspendeu a sessão e chamou o líder da bancada da situação, Héctor Rodríguez, para discutir a situação. Depois de alguns minutos, os manifestantes começaram a deixar o parlamento.

O presidente da Assembleia afirmou no início da sessão que os parlamentares poderiam discutir a abertura de um processo legal contra Maduro por desrespeitar a Constituição.

O parlamentar Julio Borges afirmou que o parlamento está em franca rebelião contra o governo. Os parlamentares devem debater outras medidas como substituir juízes eleitorais e juízes da Suprema Corte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um processo contra o presidente venezuelano provavelmente não se concretizaria, já que a Suprema Corte e outras instituições importantes são controladas pelo governo Maduro.

A suspensão do processo para o plebiscito vem aumentando a tensão política no país, que também enfrenta grave crise econômica, com escassez de alimentos e remédios. O FMI (Fundo Monetário Internacional) calcula que a inflação deva chegar a 475% neste ano.

SUSPENSÃO

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) suspendeu na quinta-feira (20) a segunda etapa do processo de referendo convocado pela oposição contra Maduro, com base em decisões de tribunais penais estaduais que anularam em cinco Estados a coleta de assinaturas feita pela oposição em maio, na primeira fase de convocação do referendo.

Devia-se recolher 1% do padrão eleitoral, ou 200 mil firmas -a oposição apresentou 1,9 milhão. Agora, os tribunais penais alegam que houve fraude na coleta. Com isso, não será realizada na próxima semana a coleta de firmas que totalizem 20% (4 milhões) do padrão eleitoral.

Segundo pesquisa do instituto Datanálisis, 62,3% dos venezuelanos votariam no referendo para destituir Maduro. Se o referendo acontecer antes de 10 de janeiro de 2017, como quer a oposição, e Maduro seja derrotado, novas eleições são realizadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso a consulta seja feita após essa data, em caso de derrota de Maduro assume o vice-presidente.

REAÇÕES

Neste sábado (22), Brasil, Argentina, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Peru, Paraguai e Uruguai divulgaram um comunicado conjunto em que expressam preocupação com a suspensão do processo de coleta de assinaturas para o referendo revogatório, bem como com a retenção dos líderes da oposição no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A paralisação do processo, previsto para realizar-se entre os dias 26 e 28 de outubro, e a decisão do Poder Judiciário da Venezuela de proibir a saída do território venezuelano dos principais líderes da oposição desse país afetam a possibilidade de estabelecer um processo de diálogo entre o Governo e a oposição que permita uma saída pacífica para a situação crítica que atravessa essa nação irmã", diz a nota.

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luís Almagro, afirmou na sexta (21) que a suspensão do referendo confirma o "rompimento democrático" na Venezuela. "Hoje estamos mais convencidos do que nunca do rompimento democrático na Venezuela. Chegou a hora de adotar ações concretas na OEA", disse, sem especificar quais.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV