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Estendida por 4 dias, trégua em Aleppo não leva ajuda a civis sitiados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No primeiro dia de pausa de bombardeios sobre Aleppo, cidade controlada por rebeldes no norte da Síria, corredores humanitários foram abertos para permitir a saída de civis e insurgentes.

A trégua unilateral, prevista inicialmente para durar oito horas nesta quinta-feira (20), foi estendida para quatro dias, por 11 horas por dia, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

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Aleppo é uma das maiores cidades da Síria e, há semanas, forças leais ao regime do ditador Bashar al-Assad cercam e bombardeiam bairros controlados por rebeldes, matando centenas de civis e destruindo hospitais.

A ONU disse não ter conseguido levar ajuda humanitária durante o cessar-fogo temporário até as áreas sitiadas. A entidade disse estar trabalhando com as autoridades sírias para conseguir autorização para ajudar os civis.

A mídia estatal da Rússia informou que três soldados do país foram feridos a tiros próximo aos corredores humanitários.

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Rebeldes dizem que o objetivo da pausa nos ataques é retirar os civis das áreas cercadas para, posteriormente, intensificar sua ofensiva sobre a cidade.

"Eles falam sobre corredores humanitários, mas por que não permitem a entrada de comida na Aleppo oriental sitiada para aliviar nosso sofrimento? Nós só precisamos que os bombardeiros russos parem de matar nossas crianças. Não queremos partir", disse Ammar al-Qaran, morador do distrito de Sakhour.

Perto de Aleppo, a aviação turca bombardeou posições de uma milícia curda, deixando entre 160 e 200 mortos. O grupo alvejado é próximo de facções apoiadas pelos EUA na campanha contra os terroristas do Estado Islâmico. Aliado dos EUA, o governo turco confronta separatistas curdos em seu território.

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