Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Governo ampliará diagnóstico de sífilis para frear doença em gestantes e bebês

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Representantes do Ministério da Saúde, de entidades médicas, enfermeiros e outros profissionais de saúde firmaram um acordo nesta quinta-feira (20) para tentar frear o avanço da sífilis em gestantes e bebês no país. A medida, assinada por 19 associações e conselhos de saúde, visa adotar ações para ampliar o diagnóstico da infecção e a oferta de tratamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A ideia é estimular o início do pré-natal ainda no primeiro trimestre da gravidez e ofertar maior número de testes rápidos para diagnóstico -estão previstos ao menos 8 milhões de testes. Em 2015, foram adquiridos 6,1 milhões.

Também serão implementados comitês de investigação sobre a transmissão vertical de sífilis e divulgadas novas orientações aos profissionais para ampliar o monitoramento. As ações ocorrem em meio a críticas sobre a demora em adotar medidas mais contundentes contra a sífilis, doença que, longe dos holofotes, tem avançado com força no país nos últimos anos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de casos notificados de sífilis em gestantes cresceu 20,7% entre 2014 e 2015, chegando a 33.365 casos no último ano. Já os casos de sífilis congênita -quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê-, chegaram a 19.228 em 2015, um aumento de 19% no último ano. Isso indica uma taxa de incidência de 6,5 casos a cada mil nascidos vivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para comparação, em 2008, eram 5.728 casos de sífilis em bebês e 7.920 em gestantes, crescimento de 236% e 321% em oito anos, respectivamente.

A situação se agrava diante do risco de complicações da doença. "São bebês que podem nascer com malformações e ter lesões de pele", diz Adele Benzaken, diretora do departamento de DST/Aids do ministério. "Estamos tratando como uma epidemia", afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

AUMENTO

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alguns fatores explicam o aumento. Entre eles, segundo especialistas, estão a redução no uso de preservativo -o contágio ocorre por meio de relação sexual desprotegida- e o atraso para o início do pré-natal. Já o governo cita a ampliação do diagnóstico e a melhoria na vigilância, o que permitiu que mais casos fossem identificados.

Essa identificação, no entanto, não foi acompanhada de maior acesso ao tratamento, outro fator que pode explicar a explosão no número de casos, de acordo com especialistas. O Ministério da Saúde admite o problema.

Se administrada a tempo, a penicilina benzatina é capaz de impedir a transmissão da infecção da gestante para o bebê. O país, no entanto, conviveu com falta do medicamento desde 2014 até meados deste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo diz que a situação, causada pela falta de matéria-prima necessária para a produção do medicamento no exterior, ocorreu também em outros países e foi regularizada por meio de compras emergenciais. Agora, a pasta afirma estudar incentivos à produção nacional para evitar novo desabastecimento.

Ainda que a oferta do tratamento seja regularizada, falta organização dos serviços de saúde, afirma Mauro Leal Passos, professor de DST da Universidade Federal Fluminense.

"O grave problema é que as ações não acontecem ao mesmo tempo. Precisamos ter pré-natal, diagnóstico, tratamento e acompanhamento em tempo oportuno", diz ele, que lembra que o parceiro também precisa ser tratado para evitar uma reinfecção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Passos, as medidas anunciadas nesta quinta por meio do acordo entre as entidades podem ajudar a reduzir os casos. Mas é preciso que todos se envolvam nas ações. "Pela primeira vez vejo uma ação articulada com enfermagem, sociedade e médicos. Se aplicar [o medicamento] a tempo, a gestante chega na maternidade tratada".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV