Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Experiência de luta contra ETA ajuda Espanha a combater Estado Islâmico

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - A Espanha celebra nesta quinta-feira (20) cinco anos desde que o movimento separatista basco ETA renunciou à luta armada. Essa organização havia desestabilizado o país por quatro décadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Hoje a Espanha enfrenta, porém, outra ameaça: o extremismo da facção Estado Islâmico (EI) e o risco de atentados como aquele de 11 de março de 2004, que deixou 191 mortos.

Com a vantagem de que, agora, suas forças de segurança estão mais bem preparadas e coordenadas. O histórico pode ser um diferencial relevante, em comparação com Estados europeus como a França e a Bélgica, alvos de ataques recentes.

"Tudo o que aprendemos com dor na luta contra o ETA serve hoje contra o jihadismo", diz à reportagem Alfredo Pérez Rubalcaba, ex-ministro do Interior (2006-2011), ex-líder socialista e uma das figuras responsáveis por esvaziar a organização basca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele aponta que as autoridades locais têm frequentemente detido extremistas, como o brasileiro impedido em 2014 de viajar à Síria e unir-se ao EI.

O sucesso policial, no entanto, significa não apenas quão afiada está sua máquina -mas também o grau da constante ameaça ao país.

A Espanha aparece em diversas das propagandas da organização terrorista, que se refere ao país pelo nome de Al-Andalus, pelo qual a península Ibérica era conhecida na Idade Média durante um califado muçulmano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

ISOLAMENTO

Rubalcaba afirma que a derrota do ETA em 2011 foi o resultado da combinação de uma série de fatores. O principal eixo foi o policial, mas os esforços envolveram também discussões sociais e uma aliança internacional.

As forças de segurança foram incrementadas e coordenadas. A liderança do movimento radical basco foi perseguida, detida e isolada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Socialmente, teve especial peso que a comunidade basca condenasse esse movimento separatista. "Foi importante que o País Basco dissesse que o ETA não lutava por sua libertação", diz.

Esse tipo de esforço tem que ser repetido em relação ao EI. Rubalcaba faz a ressalva de que a comunidade muçulmana é variada e não se expressa em bloco. "Mas é importante que eles condenem o radicalismo, que haja mais crítica."

Do ponto de vista internacional, o ex-ministro ressalta a importância das alianças travadas entre Espanha e França para combater o ETA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, ele diz que é importante que as agências de inteligência cooperem de maneira intensa. Critica-se hoje justamente a falta de coordenação na França e na Bélgica, o que pode ter contribuído à sua vulnerabilidade aos ataques recentes.

ARTICULAÇÃO

As décadas de combate ao terrorismo se condensaram, na Espanha, no pacto antiterrorista assinado em 2000 e revisto depois dos atentados de 2004 em Madri, que "nos levaram a reflexões profundas", segundo Rubalcaba.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O país criou centros de coordenação para o combate ao terrorismo e intensificou o compartilhamento de inteligência. Hoje, diz, o processo ocorre naturalmente, e sob uma revisão constante.

Mas nem todas as lições aprendidas com o ETA podem ser transpostas ao EI. Por exemplo, a maneira com que a polícia trabalha, diz o ex-ministro.

"Era mais fácil combater o ETA, de certa maneira, pois seus militantes não queriam morrer. Mas jihadistas morrem com gosto, e são difíceis de enfrentar policialmente."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, uma vez detidos, os extremistas podem ser tratados a partir de uma mesma estratégia. As centenas de detidos do ETA foram dispersados entre o país, impedindo que se articulassem.

Algo semelhante pode ser feito com o EI, "para que não aproveitem o cativeiro para cultivar o fanatismo", afirma Rubalcaba.

"O ETA sempre sustentou a teoria do empate infinito, de que o confronto teria que ser resolvido pelo diálogo. Eles foram enfraquecidos, porém, e não tiveram outra saída a não ser desistir."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV