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Justiça suspende regra de Haddad que eleva taxa para aplicativos como Uber

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EDUARDO SCOLESE E SIDNEY GONÇALVES DO CARMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça suspendeu nesta quarta-feira (19) medida da gestão Fernando Haddad (PT) de aumentar o valor por quilômetro rodado das empresas de aplicativos de transporte que conectam motoristas particulares a passageiros, como o Uber.

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A proposta da prefeitura aumenta, de forma gradativa, de acordo com a quantidade de carros que as empresas colocam nas ruas e quanto eles rodam. As empresas pagariam R$ 0,10 por km somente até o limite de 7.541,67 quilômetros rodados numa hora. Acima disso, o valor sobe progressivamente, em seis faixas de cobrança, podendo chegar a R$ 0,40, caso passe dos 37.708,33 km por hora.

Por exemplo, se 2.000 carros do Uber circulassem quatro quilômetros cada um em uma hora, já seria paga sobretaxa de 10%, ou R$ 0,01 -o número de carros aumenta nos horários de pico (entrada e saída do trabalho).

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o aumenta dos cursos de serviços de transporte individual privado vai contra o princípio constitucional da livre concorrência.

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Segundo o juiz Antônio Augusto Hristov, da 4ª vara da Fazenda Pública de São Paulo, o "município instituiu tabela progressiva de preços com o intuito de 'incentivar a concorrência', entretanto, a cobrança de sobretaxa embasada em tal argumento atenta contra o principio da livre concorrência, previsto no artigo 170, IV, da Constituição Federal".

Na ocasião, o prefeito Fernando Haddad afirmou que a medida inibiria a "empresa a jogar seu preço para cima, para que, no futuro, não paguemos [um preço] com o fim da concorrência". A prefeitura estima que em um ano é possível obter receita de até R$ 70 milhões com a cobrança.

A Prefeitura de São Paulo diz que respeita a decisão judicial, mas que irá recorrer para esclarecer que a "cobrança de outorga variável se constitui em forma legal e eficaz para regular o uso do viário na cidade".

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