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Rivais se atacam em debate mais franco

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, ENVIADA ESPECIAL

LAS VEGAS, EUA (FOLHAPRESS) - "É agora ou nunca", dizia um e-mail da campanha de Donald Trump, antecipando a batalha final entre o republicano e a democrata Hillary Clinton, na quarta (19).

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Antes de o terceiro debate entre os dois começar, um aliado brincava que Trump ressuscitaria o "Celebrity Deadmatch", programa da MTV no qual famosos se matavam no ringue.

O banho de sangue não aconteceu, e o confronto teve algo que ninguém mais parecia esperar deste pleito: discussão sobre políticas concretas e menos picuinhas.

Num dos momentos mais tensos, o mediador perguntou se Trump aceitaria o resultado das eleições, como seu candidato a vice, Mike Pence, prometeu fazer. O republicano respondeu que "examinará o caso quando a hora chegar".

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Hillary provocou: por não levar um prêmio pelo reality "O Aprendiz", ele "achou que o Emmy também era manipulado". "Deveria ter ganhado", disse o homem que pode perder a eleição, mas não a piada.

A polarização direita versus esquerda voltou à arena, com os candidatos divergindo sobre tópicos como aborto, porte de armas e imigração --Trump disse querer expulsar os "'hombres' malvados", Hillary lembrou que ele já empregou imigrantes ilegais.

Comendo poeira nas pesquisas, acusado de bolinar mulheres e abandonado por republicanos envergonhados de seu candidato, Trump viria com sangue nos olhos, apostavam especialistas.

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Mas "mentirosa" foi o insulto mais grave disparado por quem, no debate passado, acusou a adversária de ter "ódio no coração". No início, a democrata parecia desorientada.

O moderador citou um discurso que Hillary deu para o Itaú em 2013, com trechos vazados pelo WikiLeaks. Nele, apoiava o livre comércio.

Trump agradeceu a lembrança. Ele adora recordar como ela defendia acordos comerciais e hoje, ante um eleitorado mal-humorado com a ideia de outros países roubando empregos americanos, trata-os como uma praga.

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A ex-secretária de Estado se esquivou acusando o WikiLeaks de receber ajuda de hackers russos, e Trump de ser uma marionete de Vladimir Putin. A simpatia pelo presidente do país que por anos travou a Guerra Fria com os EUA esquentou o debate. "Não conheço Putin. Ele disse coisas gentis sobre mim. Se nos dermos bem, seria bom", rebateu o republicano, que em 2013 sediou seu Miss Universo em Moscou e tuitou: "Será que Putin vai? Caso sim, ele vai virar meu melhor amigo?".

Quando o moderador evocou as nove mulheres que disseram ter sido abusadas por Trump, ele classificou as acusações como "ficção". "Nem pedi desculpas à minha mulher porque não fiz nada."

Hillary lembrou: ele já insinuou que elas sequer estariam à sua altura. "Disse [sobre uma]: 'Ela não seria minha primeira escolha'".

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Depois ele revidou, mencionando doações que a Fundação Clinton recebeu de países como Arábia Saudita, "que tratam mal mulheres".

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