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Criticada por bombardeios, Rússia prepara ofensiva final contra Aleppo

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - A Rússia se prepara, em meio à crescente crítica internacional, para intensificar seus ataques aéreos na Síria.

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Um diplomata da Otan (aliança militar ocidental) afirmou que o governo russo está movimentando navios de guerra na costa norueguesa, planejando deslocá-los ao mar Mediterrâneo para uma ofensiva definitiva em duas semanas no leste de Aleppo.

Seria seu maior deslocamento naval desde o fim da Guerra Fria, em 1991, de acordo com o diplomata citado pela Reuters em anonimato.

Paralelamente, Moscou decidiu prolongar o cessar-fogo previsto para esta quinta (20). Inicialmente planejada para durar oito horas, a trégua em Aleppo será ampliada para onze horas, permitindo a entrada de ajuda humanitária.

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O cessar-fogo deve começar às 8h e prolongar-se até as 19h do horário local (das 3h às 14h, em Brasília).

Há cerca de 300 mil pessoas na porção leste de Aleppo, cercada pelo regime do ditador sírio Bashar al-Assad.

Vladimir Putin, presidente russo, se reuniu durante esta quarta-feira, em Berlim, com líderes europeus, que criticam sua intensa participação no confronto sírio.

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Participaram do encontro Angela Merkel, chanceler alemã, François Hollande, presidente francês, e Petro Poroshenko, presidente ucraniano. A reunião tinha como principal objetivo debater a crise na Ucrânia, mas os líderes concordaram em incluir a Síria em sua pauta.

Antes do encontro, Merkel havia descrito a situação humanitária em Aleppo como "desastrosa" e tinha dito que conversaria com Putin sobre como aliviar o sofrimento dos milhares de moradores.

A Rússia é peça fundamental para a solução do confronto na Síria. Putin é o principal aliado de Assad, e um cessar-fogo para o auxílio humanitário depende da interrupção dos ataques russos.

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Membros dos governos da Rússia e dos EUA reuniram-se também na quarta-feira para discutir o cessar-fogo.

CONSTITUCIONAL

Rebeldes sírios estão sitiados no leste de Aleppo desde que o regime tomou a última estrada que alimentava essa região. Assad afirmou em entrevista a um canal suíço que irá livrar a cidade dos "terroristas". "Essa é a nossa missão, segundo a Constituição."

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Planeja-se, além da trégua de quinta, a criação de corredores para permitir a saída de civis e rebeldes. Mas moradores de Aleppo temem deixar o leste da cidade e passar por vias controladas pelo regime sírio, que poderia atacá-los.

Assim como o conflito ucraniano, também discutido em Berlim, a guerra na Síria tem levado à deterioração das relações entre a Rússia e líderes europeus. Putin cancelou recentemente uma viagem a Paris após o presidente Hollande criticar seu apoio a Assad.

Está previsto um encontro em Bruxelas nesta quinta (20) para discutir as relações entre a União Europeia e a Rússia. Há debates sobre possíveis sanções contra o país, complicadas pela falta de consenso no bloco europeu.

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