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Mortes no trânsito de São Paulo têm leve queda no mês de setembro

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RAPHAEL HERNANDES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As mortes no trânsito da cidade de São Paulo tiveram leve recuo em setembro deste ano em relação ao mesmo mês de 2015. Elas foram de 76, no ano passado, para 74 em 2016, queda de 2,6%. No Estado, a quantidade de vítimas caiu 4,3%, passando de 466 para 446.

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Os dados foram divulgados nesta quarta (19) pelo Infosiga, sistema de informações do governo paulista, que inclui registros da Polícia Civil e atendimentos das Polícias Militar e Rodoviária Federal.

No acumulado do ano até setembro, 719 pessoas morreram no trânsito paulistano -queda de 15,5% em relação às 851 vítimas no mesmo período em 2015.

Duas dessas mortes foram nas marginais (uma na Tietê e outra na Pinheiros). Esse número foi menor se comparado com agosto, quando cinco foram registradas.

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Como mostrou a Folha de S.Paulo, os acidentes fatais nessas vias caíram pela metade um ano após a implantação dos limites de velocidade mais baixos, de acordo com dados da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego).

No Estado de maneira geral, a queda no acumulado do ano é de 5,4% -as mortes passaram de 4559 para 4313.

O número de vítimas fatais nas vias paulistanas vinha numa sequência de quedas consecutivas de janeiro a julho de 2016, na comparação com 2015.

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Em agosto, no entanto, a série foi interrompida. O mês registrou um aumento de 14% nas mortes. Especialistas afirmaram à reportagem que isso poderia ser algo pontual e que não seria possível falar em tendência.

De acordo com Paulo Bacaltchuck, professor do Mackenzie e especialista em mobilidade urbana, mesmo com os dados de setembro ainda não é possível tirar uma conclusão.

"Tem que esperar mais alguns meses para entender se foi um ponto fora da curva", afirmou Bacaltchuck.

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Assim como em agosto, a maior parte das mortes (48% do total) em setembro ocorreu em atropelamentos. Os homens foram a maioria, 77% dos registros.

No quesito idade, jovens entre 18 e 24 anos constituem a maior parcela das vítimas (22% das pessoas estavam nessa faixa etária).

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