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Morte de suspeito de terrorismo não era da nossa competência, diz ministro

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CAMILA MATTOSO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que não era da competência do governo federal a fiscalização de Valdir Pereira da Rocha, 36, suspeito de terrorismo que teve morte cerebral na última sexta-feira (14).

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Rocha estava na Cadeia Pública de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT), e foi agredido por outros detentos, de acordo com informações da polícia local.

Rocha foi preso em julho na Operação Hashtag, da Polícia Federal, sob suspeita de integrar um grupo que planejava um atentado terrorista na Olimpíada do Rio.

De acordo com o ministro da Justiça, o detento tinha feito um pedido para ser transferido de um presídio federal para um estadual, o que aconteceu.

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"Ele estava num presídio federal, houve pedido de transferência, por ele mesmo, para ir a um presídio estadual. Não era mais a nossa competência a fiscalização do preso e aí lamentavelmente em uma briga de detentos ele acabou falecendo", afirmou Moraes.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Rocha foi espancado por volta das 12h.

Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o pronto-socorro da cidade, onde teve a morte cerebral decretada seis horas depois.

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Rocha havia sido transferido para Várzea Grande um dia antes, na quinta (13), após passar mais de dois meses no Presídio Federal de Campo Grande (MS).

Segundo a secretaria, a Polícia Judiciária Civil irá investigar as causas da morte cerebral e identificar se os autores da agressão eram companheiros de cela de Rocha ou outros detentos.

A Cadeia Pública de Várzea Grande tem 350 vagas e conta atualmente com 348 presos.

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OPERAÇÃO HASHTAG

Em julho, a Polícia Federal expediu mandado de prisão contra 12 suspeitos de estarem envolvidos com terrorismo durante a Olimpíada do Rio. O grupo, do qual fazia parte Valdir Pereira da Rocha, estava em uma lista de pessoas monitoradas pelo governo.

A operação foi a primeira ação antiterror da PF depois da aprovação da lei que tipificou os crimes dessa natureza.

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A lista foi elaborada a partir do comportamento dos cidadãos -brasileiros e estrangeiros que vivem em território nacional- na internet. A maioria dos rastreados entrou na mira por adotar conduta suspeita ao entrar mais de duas vezes nos portais ou peças de propaganda com conteúdo de exaltação a grupos extremistas.

Em 2002, Rocha e outro dos suspeitos detido, Leonid El Kadri de Melo, já haviam sido condenados a seis anos de prisão por roubo qualificado e homicídio. Juntos, cumpriram pena em Araguaína.

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