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Após fuga em massa de detentos, clima é de insegurança em Franco da Rocha

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PAULO GOMES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Franco da Rocha, na Grande SP, amanheceu receosa após a fuga em massa de 55 detentos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico 1 (HCTP1), no fim da tarde de segunda-feira (18). Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), 50 já foram recapturados até o final da manhã desta terça (18).

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O clima no entorno do HCTP1 ainda é de relativa de tensão. A todo momento, carros da SAP, da Polícia Militar e ambulâncias passam em alta velocidade na estrada em frente ao local -as buscas ainda estão em curso e, apenas no município de 147 mil habitantes, existem sete unidades prisionais.

"Todo mundo que mora aqui já se acostumou", diz Armando Barbosa de Almeida, 42, enquanto espera o horário para deixar na creche o filho André, 1. "A saidinha [saídas temporárias] é o que mata, estraga a vila. São dias de muita droga, muita bagunça", afirma. Ele não teme pela segurança do filho pequeno. "Não tenho como deixar ele em casa e aqui (na creche) é seguro", diz, sobre o prédio que dá os fundos para o HTCP1.

Dono uma mecânica e borracharia em frente ao local, José Antônio de Sousa, 53, afirma que sentiu um "medinho" de ser pego como refém na noite de segunda, mas não fechou a oficina. "Achei que teria que fechar por causa da fumaceira [os presos incendiaram parte dos prédios da unidade], mas não. E não atrapalhou o fluxo de clientes", diz.

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Já Ivan Figueiredo, 42, dono de uma farmácia nos arredores, fechou o seu estabelecimento. "Estava em casa e de lá vi o fogo. Me ligaram daqui e vi os presos subindo pela colina, resolvemos fechar antes das 17h, eu costumo fechar às 20h", diz Figueiredo. Nesta terça-feira (18), segundo ele, o clima já está voltando ao normal.

Ao lado, um supermercado funciona normalmente. "Medo a gente tem porque sabe que tem fugitivo por aí, mas o movimento está normal", diz a fiscal Juliana Silva Lima.

FUGA EM MASSA

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No dia 29 de setembro, Jardinópolis (a 329 km de SP, também na região norte do Estado), 470 detentos fugiram do Centro de Progressão Penitenciária local, após um motim em protesto à superlotação do local. Designado a abrigar 1.080 presos em regime semiaberto, o CPP tinha 1.861.

Um dia depois, houve uma nova rebelião no centro de ressocialização de Mococa (a 274 km de São Paulo), no norte do Estado. Segundo o relato oficial, após um dos presos ser flagrado com drogas, internos do centro atearam fogo em colchões e impediram a saída de dois funcionários de uma ala da unidade, tornando-os reféns.

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