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Antes de 'pausa humanitária', Rússia cessa ataques em Aleppo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aviões de guerra da Rússia e da Síria interromperam nesta terça-feira (18) seus bombardeios sobre Aleppo, cidade no norte da Síria tomada por rebeldes, em preparação para a "pausa humanitária" nos ataques prevista para a quinta-feira (20).

Segundo o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, a interrupção dos ataques começou às 10h locais (5h em Brasília) e tem como objetivo preparar a abertura de corredores humanitários na cidade.

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A Rússia também diz esperar que a trégua leve rebeldes a deixar Aleppo voluntariamente, de modo que seja possível distinguir a oposição moderada de organizações terroristas.

Grupos rebeldes, entretanto, rejeitam sair de Aleppo, que é uma das maiores cidades da Síria e um dos bastiões dos insurgentes.

"As facções rejeitam inteiramente qualquer retirada -isso é rendição", disse Zakaria Malahifiji, representante do grupo rebelde Fastaqim, que atua em Aleppo.

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Al-Farouk Abu Bakr, comandante em Aleppo do grupo islamita Ahrar al-Sham, disse que os rebeldes continuarão lutando.

"Quando pegamos em armas no começo da revolução para defender nosso povo abandonado, prometemos a Deus que não as repousaríamos até a queda desse regime criminoso", afirmou, referindo-se ao governo de Assad.

Os rebeldes de Aleppo dizem que facções ligadas aos terroristas da Al Qaeda ou ao Estado Islâmico têm pouca ou nenhuma presença na cidade.

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Atualmente, a parte oriental da cidade, controlada por insurgentes, está cercada por tropas leais ao regime do ditador Bashar al-Assad -estima-se que 270 mil pessoas vivam nessa área. Com o apoio da Rússia, a aviação síria vem bombardeando a cidade, matando centenas de civis e deixando o cenário urbano em ruínas.

A guerra na Síria se arrasta há quase seis anos e já deixou cerca de 400 mil mortos.

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