Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Alvo de ofensiva militar, Mossul foi trampolim para ascensão do EI

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A esperada operação militar para tomar das mãos de extremistas a cidade iraquiana de Mossul, iniciada nesta segunda-feira (17), promete reverter em definitivo o movimento que, há mais de dois anos, fez emergir aos olhos do mundo a facção terrorista Estado Islâmico (EI).

Quando essa organização tomou controle de Mossul ganhou acesso a armas abandonadas pelo Exército Iraquiano e aumentou sua capacidade de recrutar combatentes e arrecadar finanças.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De fato, a tomada de Mossul foi um trampolim para que o EI expandisse seu domínio sobre partes do Iraque e da vizinha Síria. A expansão territorial do EI desde a tomada de Mossul, considerada a capital da facção no Iraque, também permitiu que a facção organizasse atentados terroristas em outras partes do planeta, preocupando líderes mundiais.

A QUEDA DE MOSSUL

A queda de Mossul nas mãos dos extremistas, em junho de 2014, foi tão espetacular quanto inesperada. Em apenas quatro dias de batalha, cerca de 1.300 combatentes do EI e de outras milícias sunitas aliadas tomaram os principais pontos de poder da cidade enfrentando pouquíssima resistência das forças de segurança do Iraque, que tinham ao seu dispor 60 mil soldados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O retumbante fracasso em Mossul foi indicativo da estrutura corrupta que dava sustentação às Forças Armadas do Iraque. Muitos soldados pagavam propina para não terem de trabalhar, e os principais comandantes do Exército fugiram da cidade em helicóptero durante da ofensiva dos extremistas.

Há de se notar, também, o apoio inicial, ainda que tácito, de parte considerável dos habitantes de Mossul ao avanço do EI. A comunidade sunita do Iraque, maioria na cidade, foi marginalizada desde a chegada ao poder em 2006 do grupo xiita, liderado pelo premiê Nouri al-Maliki, após a queda do ditador Saddam Hussein.

Extremistas já controlavam parcialmente Mossul antes mesmo da tomada definitiva da cidade pelo EI. Os milicianos costumavam cobrar taxas dos comerciantes, arrecadando até 8 milhões de dólares (R$ 25 milhões) por mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O levante sunita na Síria, no contexto da guerra civil, ajudou a alimentar o ressentimento dos sunitas iraquianos em relação a seu próprio governo. Antigos soldados de Saddam, aliado dos sunitas, também decidiram se unir às fileiras dos extremistas. Quando as milícias sunitas lideradas pelo EI avançaram sobre Mossul, civis ajudaram a expulsar soldados iraquianos, apedrejando-os.

As esperanças dos sunitas iraquianos em Mossul e em outras partes do país de uma vida melhor sob o EI foram gradualmente frustradas pelo estrito modo de vida ditado pela facção fundamentalista.

Após uma ascensão vertiginosa, o EI passou nos últimos meses a perder territórios no Iraque a na Síria, graças ao isolamento internacional, ao avanço de forças rivais em solo e aos bombardeios realizados pelas coalizões lideradas por EUA e Rússia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expulsão definitiva dos extremistas de Mossul seria o maior revés enfrentado pelo EI até agora. A cidade é o último bastião da milícia no Iraque, embora ainda mantenha controle sobre vilarejos e zonas de deserto no país.

A megaoperação para a retomada de Mossul é liderada pelas forças de segurança do governo iraquiano, e conta com o suporte de soldados peshmerga curdos e de milícias árabes sunitas e xiitas, além dos ataques aéreos da coalizão internacional encabeçada pelos EUA.

Teme-se que a batalha provoque uma crise humanitária sem precedentes, deixando os cerca de 1,5 milhão de habitantes de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, vulneráveis a deslocamentos forçados e a serem utilizados de escudo humano pelos extremistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV