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ATUALIZADA - Briga de facções deixa dez mortos em presídio de Roraima

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MARTHA ALVES*

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos dez presos morreram em confronto de facções durante rebelião na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, na zona rural de Boa Vista (RR), na tarde deste domingo (16). A informação é do governo de Roraima.

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Pelo menos sete corpos foram empilhados e queimados, o que dificultou o trabalho da perícia para a identificação dos presos. Entre os mortos, três foram decapitados. O governo de Roraima afirmou que todos os detentos mortos pertenciam ao Comando Vermelho.

O secretário da Sejuc afirmou que detentos da ala 14 quebraram os cadeados da ala e invadiram a ala 12 e que também tentaram invadir a carceragem do presídio, mas foram impedidos.

A rebelião ocorreu no horário de visitas quando, segundo a Polícia Militar, cerra de 50 familiares estavam no local e foram feitos reféns. Após negociação, todos foram liberados sem ferimentos.

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Cerca de 80 homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram ao presídio e controlaram a rebelião. Os presos foram encaminhados para as alas e foram trancados. Equipes do IML (Instituto Médico Legal) estiveram no local para realizar a perícia e identificar os corpos.

A pasta informou ainda que o caso será investigado e os responsáveis serão punidos conforme prevê a Lei de Execuções Penais. O governo do Estado de Roraima disse que lamenta e que condena o ocorrido, gerado pela rivalidade entre detentos que culminou nesta tragédia.

REFORMA DO SISTEMA PRISIONAL

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O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse que a solução para a violência e as violações de direitos humanos nos presídios passa por uma reforma do sistema prisional.

Questionado por jornalistas, nesta segunda-feira (17), na Índia, o ministro disse que não tinha conhecimento sobre as mortes no presídio de Roraima, mas disse que "esse é um problema grave no Brasil, que vem de décadas".

"É difícil imaginar resolver no curto prazo, porque implica reforma do sistema prisional e construção de presídios e custeio para manter presídios, que é altíssimo", afirmou o chanceler.

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*Colaborou ISABEL FLECK, Enviada Especial a Goa (Índia)

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