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Bacharel Richard Bona dá aula de jazz dançante em Ilhabela

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THALES DE MENEZES, ENVIADO ESPECIAL*

ILHABELA, SP (FOLHAPRESS) - O camaronês Bona Pinder Yayumayalolo é bacharel em jazz music pela Universidade de Nova York. Por isso, não é exagero chamar sua apresentação na terceira noite do festival Ilhabela in Jazz de uma aula de como fundir rimos africanos e latinos num pandemônio dançante.

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Richard Bona, seu nome artístico, é um dos grandes baixistas da atualidade. Sua passagem pelo festival no balneário do litoral norte paulista foi a única parada dele no Brasil na turnê que divulga seu mais recente álbum, "Heritage". Lançado em junho, traz o músico e cantor ao lado do grupo de percussão e sopros Mandekan Cubano, que também subiu ao palco em Ilhabela.

Em quase uma hora e meia de show, Bona, 48, mostrou ser um exímio baixista, um cantor de voz educada e um bom animador de plateias. Brincou o tempo todo com o público e incentivou a transformação da área com cadeiras em pista de dança.

Arriscou palavras em português, mas nem precisava disso para cativar o público. Mesmo sem entender nada do que ele cantava em língua africana, todos repetiam o refrão a pedido dele. Um professor de jazz e seus alunos, numa mistura bem-sucedida de afro beats e música caribenha.

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A plateia já vinha entusiasmada desde o início da noite, quando o violonista Ricardo Herz mostrou muitas possibilidades de usar seu instrumento em temas dançantes. O músico foi de maracatu, xote, frevo, samba e o que mais coubesse na proposta animada do Ricardo Herz Trio.

A formação do grupo, com Michi Ruzitschka no violão de sete cordas e Pedro Ito na bateria e percussão, exibe toda a química de anos de estrada. Herz pontuou a apresentação com histórias engraçadas sobre a criação de algumas músicas, ganhando a plateia.

Em seguida, esse mesmo público reagiu muito bem à ousadia do curador do festival, Paulo Braga, que escalou a cantora Mônica Salmaso ao lado dos cinco clarinetistas do Sujeito a Guincho.

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Arranjadores e solistas, Luiz Afonso "Montanha", Sérgio Burgani, Diogo Maia, Nivaldo Orsi e Luca Reale teceram instrumentação elegante para a voz delicada da cantora. O que se ouviu foram belos resgates de MPB de várias correntes.

Um espetáculo que, sem dúvida, parece mais adequado a uma sala de concertos, mas que foi muito bem acolhida pela imensa plateia lotada do festival. Entre as mesas, todos pararam com a agitação para ouvir a combinação de Mônica e os virtuosos dos sopros.

O festival Ilhabela in Jazz termina neste sábado (15), com a big band de Nelson Ayres, o show de voz e baixo de Vanessa Moreno e Fí Maróstica e o projeto dançante de Hamilton de Holanda, Baile do Almeidinha, tendo Ed Motta como convidado.

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*O jornalista THALES DE MENEZES viajou a convite do festival Ilhabela in Jazz

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