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Após saída de Beltrame, chefe da Polícia Civil do Rio deixa o cargo

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SÉRGIO RANGEL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um dia depois de José Mariano Beltrame deixar oficialmente a Secretaria de Segurança do Rio, o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, também entregou o cargo.

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Em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, nesta quarta (12), ele admitiu que a crise financeira do Estado atrapalhou o seu trabalho.

"A polícia não está conseguindo investigar o que precisa ser investigado. Nosso trabalho foi reduzido. Com exceção da Divisão de Homicídios, para a qual conseguimos manter os recursos, as outras unidades da instituição trabalham de forma precária", afirmou o chefe da Polícia Civil.

"Até o combustível dos carros é racionado. O policial civil faz o melhor possível, mas fica em uma situação delicada quando percebe que o próprio sustento da família é incerto", acrescentou.

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No cargo desde janeiro de 2014, Veloso disse já havia pedido para deixar o cargo antes dos Jogos Olímpicos, mas foi convencido por Beltrame. "Como o secretário vai deixar o cargo, eu me senti à vontade para fazer o mesmo", disse.

Em nota, Veloso agradeceu aos policiais que trabalharam com ele no período. "A vocês o meu mais sincero obrigado, o meu respeito e a minha admiração", afirmou.

O ex-chefe da Polícia Civil também parabenizou Roberto Sá, que deve assumir Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro na próxima segunda-feira (17), com o desafio de aprimorar as UPP (Unidades de Polícia Pacificadora).

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Sá passa a ocupar o lugar que era de Beltrame, que, na noite desta segunda (10), pediu para deixar o cargo em que estava há dez anos.

O pedido ocorreu logo após um intenso tiroteio em Copacabana, área turística da zona sul da cidade, em que três supostos criminosos foram mortos na favela Pavão-Pavãozinho.

Beltrame já demonstrava desejo de sair do governo desde o fim de 2014. Ele foi nomeado no início da gestão Sérgio Cabral, em 2007 e marcou sua gestão pela criação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), no fim de 2008. O projeto colheu bons resultados nos primeiros anos, mas a partir de 2012 passou a sofrer com a falta de recursos para manutenção e ataques de criminosos.

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