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ATUALIZADA - OMS envia um milhão de doses de vacina contra o cólera ao Haiti

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) está enviando um milhão de doses de vacina contra o cólera ao Haiti, onde mais de 200 casos da doença mortal foram relatados desde a passagem do furacão Matthew.

A campanha tem como meta evitar novos surtos antes do pico de transmissão de cólera no país caribenho, que acontece entre novembro e janeiro, durante a estação chuvosa.

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"Claramente, a prioridade máxima para as pessoas afetadas pelo furacão é lhes dar acesso à água limpa. É a única maneira de controlarmos o cólera", disse Dominique Legros, especialista em cólera da OMS, em um informe à imprensa nesta terça-feira antes de viajar para Porto Príncipe.

As pessoas já infectadas pela doença precisam de tratamento, mas um quarto dos centros de saúde do sul do Haiti, muito afetado pelo Matthew, foram destruídos ou ficaram seriamente danificados, disse Legros.

O poderoso furacão atingiu o Haiti na semana passada, matando ao menos mil pessoas, de acordo com os números fornecidos por autoridades locais.

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O cólera provoca diarreia forte e pode matar dentro de horas se não for tratado. A doença se dissemina através da água contaminada e tem um período de incubação curto, o que leva a surtos rápidos.

DESASTRE

De acordo com as agências de notícias, o país começou a enterrar mortos em valas comuns no fim de semana, à medida que o cólera se espalhou por áreas devastadas.

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Segundo a Defesa Civil haitiana, mais de 175 mil pessoas permanecem em refúgios provisórios, quatro estão desaparecidas e pelo menos 246 ficaram feridas.

Além de feridos que estão sem assistência médica adequada por conta da destruição de hospitais, muitos sobreviventes estão sem comida e sem água tratada. Segundo a ONU, o desastre é a pior crise humanitária no país desde o terremoto de 2010, que deixou 220 mil mortos.

O furacão, a tempestade mais forte no Caribe em quase uma década, chegou ao Haiti com ventos de 233 quilômetros por hora e chuvas torrenciais que deixaram 1,4 milhão de pessoas com necessidade de ajuda humanitária, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

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