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Ministério da Saúde amplia vacinação contra HPV para meninos

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NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (11) que vai ampliar a oferta de vacinas para adolescentes na rede pública. As mudanças atingem as vacinas contra HPV e meningite C.

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Antes indicada só para meninas de 9 a 13 anos, a vacina contra HPV passa a ser indicada também para meninos de 12 a 13 anos. A alteração passa a valer a partir de janeiro de 2017. A expectativa é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos no próximo ano.

Com a medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a oferecer a imunização também para meninos, e o sétimo no mundo -outros países que já ofertam a proteção também para meninos são Estados Unidos, Austrália e Israel, por exemplo.

Após o primeiro ano, a ideia é ampliar aos poucos a faixa etária recomendada para vacinação e ofertar, até 2020, a vacina a todos os meninos de 9 a 13 anos.

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Para a coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Carla Domingues, a vacinação de meninos irá contribuir para diminuir a incidência de câncer de colo de útero nas mulheres e também de outros tipos de câncer em homens e que estão relacionados à infecção pelo HPV.

"Ao vacinar os meninos, vamos contribuir para diminuir a incidência de câncer de colo de útero e vulva para as mulheres. E os homens também serão beneficiados pessoalmente, porque a vacina também protege contra câncer de pênis, ânus e verrugas genitais", afirma.

OUTRAS MUDANÇAS

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Em outra mudança no programa atual de imunizações, vacina contra o HPV também passa a ser ofertada para todas as crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV e Aids, grupo mais suscetível a complicações por esse outro vírus.

Antes, a proteção estava disponível apenas para mulheres com HIV. Agora, passa a ser ofertada nos postos de saúde também para os homens com HIV, mediante prescrição médica. O ministério também anunciou uma ampliação na oferta da vacina para meninas, público que hoje já recebe a proteção contra o HPV na rede pública.

Hoje, a vacina é indicada para meninas de 9 a 13 anos por meio de duas doses, aplicadas com intervalo de seis meses cada. Com a alteração, a proteção passa a ser ofertada também para as meninas de 14 anos que não receberam essas duas doses recomendadas. A estimativa é que 500 mil meninas estejam nesse grupo.

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Para ampliar a adesão à vacinação, a coordenadora do PNI afirma que o governo estuda retomar a parceria com as escolas públicas e privadas para ofertar, nestes locais, as doses recomendadas também para os meninos e às meninas de 14 anos.

MENINGITE C

Além da imunização contra o HPV, o Ministério da Saúde também anunciou que passará a ofertar, a partir de 2017, uma nova vacina para adolescentes. É a vacina contra meningite C, hoje indicada somente para crianças.

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Com isso, além das doses já previstas para esse público -uma aos três meses, outra aos cinco meses e um reforço de 12 meses a até 4 anos -a vacina passa a ter um segundo reforço, agora para meninos e meninas de 12 a 13 anos.

A mudança passa a valer a partir de janeiro. A previsão é que 7,2 milhões de adolescentes passem a ter acesso a essa dose extra, indicada como forma de manter a imunização, uma vez que, com o passar dos anos, a proteção tende a diminuir.

"À medida que ampliamos a vacinação, ampliamos o 'efeito rebanho' [de proteção indireta também para não vacinados]. E com isso podemos diminuir drasticamente a incidência da doença meningocócica no país. É uma doença grave, de evolução rápida, alta letalidade e caráter epidêmico principalmente quando há transmissão entre adolescentes", afirma Domingues.

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Em 2015, foram registrados 15 mil casos de meningite no país. A meningite C responde por 60% a 70% dos casos da doença, que se caracteriza pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

Assim como na vacina contra o HPV, o governo também planeja ampliar, ano a ano, a faixa etária de oferta da vacina contra meningite C. A meta é ofertar a proteção a todos os meninos e meninas de 9 a 13 anos até 2020.

Ainda segundo o Ministério, a incorporação das novas vacinas ocorre após a mudança, no esquema vacinal contra o HPV, de três para duas doses –o que permitiu ofertar as doses que sobrariam agora para os meninos, sem que houvesse custos extras. Já a oferta de reforço na vacina contra meningite C terá investimento de R$ 656,5 milhões, o equivalente a 15 milhões de doses já adquiridas.

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