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Líder republicano do Congresso dos EUA diz que não defenderá Trump

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara de Representantes do Congresso dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, afirmou nesta segunda-feira (10), em uma teleconferência com legisladores, que não defenderá nem fará campanha pelo candidato do seu partido à Presidência, Donald Trump, em mais um duro golpe contra as aspirações presidenciais do polêmico milionário.

"Ryan disse que não defenderá nem fará campanha com ele nos próximos 30 dias", relatou uma pessoa que participou da teleconferência.

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A porta-voz de Ryan, AshLee Strong, afirmou que o líder parlamentar ficará "concentrado em proteger a maioria republicana no Congresso".

Ryan foi um dos republicanos que mais resistiram a endossar a candidatura de Trump. No sábado (8), após a divulgação de declarações sexistas do candidato, ele se disse "enojado" e cancelou o primeiro ato em dupla que faria com Trump, em Wisconsin.

Em gravação de 2005 revelada pela imprensa americana, o candidato a presidente fez comentários desrespeitosos sobre mulheres.

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"Você sabe, eu sou automaticamente atraído pela beleza -eu simplesmente começo a beijá-las. É como um ímã. Somente beijo. Eu nem espero", diz Trump na gravação. "E quando você é uma estrela, elas deixam você fazer isso. Você pode fazer qualquer coisa."

As declarações sexistas de Trump na gravação revelada na sexta (7) causaram uma onda de repúdio dentro do próprio Partido Republicano, incluindo até o vice da chapa, Mike Pence, o que deixou o bilionário ainda mais enfraquecido na disputa à Casa Branca.

Entre os que pediram a desistência de Trump no sábado há ao menos sete senadores e seis deputados, além de John McCain, que perdeu para Barack Obama em 2008, Mitt Romney, derrotado por Obama em 2012, Carly Fiorina e John Kasich, ambos derrotados pelo bilionário nas prévias republicanas deste ano. O presidente do Partido Republicano, Reince Priebus, afirmou que o comportamento era inaceitável.

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