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Governo argentino volta a aumentar preço do gás no país após bloqueio

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LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Depois de dezenas de protestos nas ruas argentinas e de uma decisão da Corte Suprema que bloqueou o aumento do gás, o governo de Mauricio Macri voltou a aumentar, nesta sexta-feira (7), o preço do combustível.

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Segundo o ministro de Energia, Juan José Aranguren, a nova tarifa é, em média, 72,6% inferior à que havia sido fixada em abril e que foi anulada pela Justiça. Em junho, consumidores reclamaram que as contas haviam chegado com altas de 1.000% em comparação aos valores cobrados no início do ano.

O incremento determinado nesta sexta foi possível porque o governo realizou uma audiência pública nacional para debater o assunto, conforme os magistrados haviam exigido.

Para os usuários que consomem menos gás, a alta será de no máximo 300%. A elevação poderá chegar a 400% no caso dos que gastam mais e a 500% em estabelecimentos comerciais. Em média, o governo calcula que o ajuste será de 203%.

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O aumento da tarifa é essencial para a política econômica de Macri, que pretende reduzir o deficit fiscal por meio desse reajuste e ampliar os investimentos no frágil setor energético argentino.

Ao mesmo tempo, ele havia se tornado uma das principais fontes de descontentamento da população. Em manifestações, os argentinos pediram a cabeça do ministro de Energia.

O programa de retirada de subsídios a serviços básicos, como energia, gás e transporte, começou no fim de janeiro. Essas ajudas financeiras havia sido implantadas durante o kirchnerismo (2003-2007) e elevado os gastos do Estado.

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