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Após protestos, comissão parlamentar polonesa rejeita proibição do aborto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A comissão do Parlamento da Polônia responsável por analisar o projeto de proibir o aborto no país recomendou nesta quarta-feira (5) rejeitar a iniciativa. A decisão ocorre após os protestos maciços dos últimos dias.

A recomendação da comissão parlamentar, entretanto, ainda deve ser submetida à votação no plenário da Câmara, provavelmente nesta quinta-feira.

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A decisão da comissão, tomada numa sessão caótica e realizada num tom emocional, ocorreu após um protesto que reuniu milhares de mulheres na segunda, que vestiram preto e boicotaram o trabalho. A manifestação fez lojas, universidade e escolas a fecharem as portas.

O projeto rejeitado buscava proibir totalmente a interrupção voluntária da gravidez. Mulheres que tivessem passado pelo procedimento poderiam ser punidas com cinco anos de prisão. Médicos que tivessem feito assistência também poderiam ir para a cadeia.

A Polônia já tem uma das leis de aborto mais restritivas da Europa e pesquisas de opinião mostram pouco apoio a um diploma ainda mais rigoroso. De maioria católica, a Polônia permite hoje o aborto legal apenas em caso de estupro, incesto, problemas graves com o feto e sério risco à saúde da mulher grávida.

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