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Em Paris, peças de Hermès e Givenchy remodelam conceito de elegância

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PEDRO DINIZ, ENVIADO ESPECIAL

PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) - Elegância é um conceito que varia de estilista para estilista. Ela pode ser clássica como a da Hermès, ou colorida e plástica como a da Givenchy. Duas das grifes mais importantes do calendário parisiense, ambas remodelaram o conceito de elegância em seus desfiles de verão 2017.

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O estilista italiano Riccardo Tisci produziu uma das melhores e mais intelectuais coleções de sua história na Givenchy. Como se inspirado pelas viagens à cidade mística Alto do Paraíso (GO) da amiga e modelo transsexual Lea T., ele lapidou pedras brutas e, a partir delas, produziu estampas e colares de inspiração hippie.

A moda dos anos 1970, incluindo as estampas geométricas, as listras e as calças "flare", aquelas do tipo boca de sino, permeou a coleção cuja alfaiataria foi levada a um nível superior a tudo o que se viu até esta metade da temporada da semana de moda de Paris.

Tisci rasgou casacos e uniu suas partes com zíperes. Abriu bolsos nos paletós decotados e ajustou a silhueta. Da imagem impressa no núcleo das pedras típicas do Brasil, tirou estampas espiraladas e as aplicou em vestidos soltos em uma explosão de cores psicodélicas.

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O desfile ocorreu no pátio da Galeria da Evolução do Museu de História Natural, onde são estudados o mundo vegetal, mineral e animal da Terra. Os convidados receberam capas térmicas contra o frio, as mesmas usadas na prática do montanhismo, como se o estilista transportasse a todos para uma expedição pelos picos do mundo.

Sapatos de couro de jacaré e bolsas de cobra são o contraponto do discurso "paz e amor" da Givenchy, que entra em período mais selvagem, e ainda assim elegante, de sua moda.

Elegância que não faltou ao desfile da Hermès, guardiã do "savoir-faire" francês. Tudo o que há de mais chique e nobre em se tratando de materiais, a estilista Nadège Vanhée-Cybulski usa em suas criações para a marca. Couro, seda, rendas minuciosas. Tudo é harmônico nos conjuntos da estilista.

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A coleção foi desfilada na Guarda Republicana, prédio onde ficam os cavaleiros franceses responsáveis pela segurança das autoridades. Como se reverenciasse o lugar -ou a própria marca da qual é diretora criativa-, ela pregou chaves de metal em colares e em pulseiras minimalistas.

Bolsas-relicário, do tamanho de um punho, balanceavam simetricamente as proporções amplificadas de blusas, calças e saias, algumas delas plissadas.

Rosas, em tons doces e elétricos, variações do bege "Hermès", ora acesos, ora apagados, e branco serviram de base para a cartela de Nadège. As cores foram contrastadas com peças verdes e pretas, feitas do couro maleável que é o maior ativo e segredo da marca francesa.

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