Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Justiça ordena pagamento de grevistas da USP que tiveram salários suspensos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A USP (Universidade de São Paulo) deverá pagar imediatamente 460 servidores técnico-administrativos que tiveram dois meses de salários cortados durante a greve este ano. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho que julgou legal, na última quarta (28) a paralisação promovida pelos trabalhadores da instituição entre maio e junho.

Apesar do julgamento favorável à greve, o tribunal não aprovou o reajuste de 12,34% que era reivindicado pelo Sintusp (sindicato dos trabalhadores da USP). Isso porque os desembargadores seguiram uma orientação de jurisprudência que limita casos de dissídio coletivo envolvendo empresas públicas, como a universidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Nós ficamos muito surpresos pois o mesmo tribunal nos concedeu o último reajuste pedido, em 2014, e agora diz que não é competente para julgar o pedido", afirma Magno de Carvalho, diretor do sindicato. Segundo Carvalho, o sindicato convocará uma assembleia para decidir se recorrerá ou não da decisão judicial.

Procurada pela reportagem, a assessoria da USP não quis se manifestar sobre o assunto.

GREVE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os funcionários da universidade anunciaram que entrariam em greve por tempo indeterminado em maio deste ano. Eles protestavam contra o desmonte da instituição, contra o arrocho salarial e contra o fechamento de leitos no Hospital Universitário. O Sintusp pedia um reajuste nos pagamentos de 12,34%, 2% acima da inflação FIPE, além do reajuste do benefício de vale refeição e auxílio alimentação, que estão congelados há três anos, segundo o sindicato.

A greve dos funcionários técnico-administrativos durou 67 dias. Houve duas audiências de conciliação na Justiça entre a universidade e o Sintusp, mas ambas terminaram sem acordo. A reitoria ofereceu reajuste de 3% aos funcionários, índice inferior a inflação do período.

"Ficamos sozinhos na greve e com funcionários sem salário pelo segundo mês consecutivo, passando até fome", disse Carvalho à Folha de S.Paulo, em julho, quando o Sindicato votou pelo encerramento da paralisação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV