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Turquia prorroga estado de emergência por três meses

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Turquia prorrogará por mais três meses o estado de emergência que vigora no país desde julho, quando ocorreu uma tentativa fracassada de golpe de Estado.

O vice-premiê turco, Numan Kurtulmus, afirmou em coletiva de imprensa que o objetivo da medida é "combater organizações terroristas".

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A prorrogação do estado de emergência passa a valer a partir de 19 de outubro, quando expiram os 90 dias passados desde que entrou em vigor.

O estado de emergência foi decretado cinco dias após uma facção dissidente das Forças Armadas tentar, em 15 de julho, derrubar o governo conservador do presidente Recep Tayyp Erdogan. Ao menos 270 pessoas foram mortas em confrontos durante a tentativa de golpe.

Por meio do estado de emergência, o governo emitiu decretos sem a aprovação do Parlamento e intensificou a repressão contra opositores, prendendo mais de 32 mil pessoas e exonerando milhares de funcionários públicos, como policiais, juízes e militares.

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REPRESSÃO

As autoridades turcas acusam o clérigo Fetullah Güllen, autoexilado no Estado americano da Pensilvânia, de liderar a tentativa de golpe militar. Güllen nega as acusações.

No domingo (2), as forças de segurança turcas detiveram na cidade de Izmir um irmão do clérigo, Kutbettin Güllen, acusado de "liderar uma organização terrorista", informou a agência de notícias estatal Anadolu.

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Enquanto ocorre a perseguição contra aliados de Güllen na Turquia, o governo pressiona os EUA para que detenha o clérigo e o extradite.

"Consideramos que somos um país com parcerias estratégicas com os EUA (...) pedimos que Güllen seja preso enquanto o Judiciário americano tome uma decisão [sobre sua extradição]", afirmou Kurtulmus. "Esperamos que nossa demanda seja atendida o mais rápido possível e que sejam tomadas as medidas necessárias."

Partidos opositores e ativistas de direitos humanos acusam o governo de usar o estado de emergência para reprimir outros dissidentes, além dos aliados de Güllen.

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Na semana passada, alegando prevenir ameaças à segurança nacional, as autoridades turcas decretaram o fechamento de 12 emissoras controladas por membros da minoria étnica curda, incluindo um canal infantil.

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