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ATUALIZADA - Após pichações, candidatos criticam vandalismo em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cidade de São Paulo começou a sexta-feira (30) com duas importantes obras de arte pichadas com tinta colorida: o Monumento às Bandeiras, junto ao parque Ibirapuera, e a estátua do Borba Gato em Santo Amaro, na zona sul.

Os monumentos foram manchados com as mesmas cores: rosa, amarelo e azul.

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A pichação aconteceu um dia depois de os candidatos à prefeitura comentarem o abandono da cidade em debate realizado pela TV Globo. O tucano João Doria disse que a cidade "está à beira do abandono, maltratada" e questionou a senadora Marta Suplicy (PMDB) sobre a proposta dela contra o vandalismo.

"Isso não pode ser permitido", disse Marta, lembrando a diferença entre pichações e grafites e dizendo que ela foi a primeira prefeita que deu atenção a essa manifestação artística. "Mas vandalismo, não, não vamos permitir."

Após as pichações desta sexta, Doria divulgou nota lamentando e fez um vídeo em frente ao Monumento às Bandeiras. "Estou aqui para dizer para você, que é pichador, que é vândalo, isso vai acabar [...] Cada um faz o que quiser aqui em São Paulo. Comigo não."

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Marta também comentou e defendeu a presença de guardas para prevenir o vandalismo. Na falta de guarda, disse, a subprefeitura deve limpar rapidamente para evitar que a exposição estimule pichações.

O Instituto Victor Brecheret manifestou indignação e disse esperar a restauração.

A gestão Fernando Haddad (PT) afirmou que foi surpreendida com as pichações e que equipes da subprefeitura trabalharam na limpeza.

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Em campanha na zona leste, Haddad disse achar que as pichações podem ser fruto de um clima criado no debate.

"Acho que tem a ver com o tipo de provocação que foi feita no debate. Quando você instiga as pessoas, desafia as pessoas, como Doria e a Marta fizeram, dizendo que 'não vai acontecer nunca mais'. Não é assim que se fala com as pessoas, se dialoga", afirmou.

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