Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Vazão de hidrelétrica era maior quando Montagner se afogou

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na hora em que o ator Domingos Montagner morreu, em 15 de setembro, a vazão da hidrelétrica de Xingó (SE), próximo do local do acidente, era cerca de 12% maior do que na hora anterior. É o que mostra um documento divulgado pelo site "The Intercept Brasil" na última quarta (28).

A primeira informação sobre o afogamento do ator chegou aos bombeiros às 13h56 daquela quinta, o que sugere que o acidente tenha acontecido pouco tempo antes. De acordo com dados da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco, administradora da usina), na faixa entre 13h e 14h, o fluxo de água liberado pela hidrelétrica de Xingó, a 2 quilômetros rio acima da Prainha, subiu de 814 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 913 m3/s. Às 15h, o volume atingiu o ápice do dia, chegando a 970 m3/s. Nas horas seguintes, houve redução gradativamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

As novas informações contradizem dados oferecidos pela Chesf na época do acidente. A companhia afirmara que a vazão de água era de 600 m3/s devido a uma seca histórica. Alegara, ainda, que as comportas da usina estavam fechadas naquela quinta.

O aumento no fluxo de água é realizado nos horários de pico do uso da rede elétrica para fornecer mais energia. Com isso, a correnteza aumenta rio abaixo.

ALTERAÇÕES

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A vazão da hidrelétrica de Xingó tem sofrido alterações durante 2016.

No início do ano, uma liminar estabeleceu vazão mínima liberada pelo reservatório de Xingó, entre Sergipe e Alagoas, em 900 m3/s. Expedida pela 9ª Vara da Justiça Federal em Própria (SE), a decisão fazia parte de uma ação civil pública movida por colônias de pescadores do Estado, que alegavam prejuízos socioeconômicos devido às frequentes reduções no Baixo São Francisco.

O novo limite mínimo de 900 m3/s foi autorizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e, desde o fim de fevereiro, vinha sendo praticado a contragosto pela Chesf -maior vazão significa esvaziamento do reservatório, o que pode comprometer o abastecimento da região durante períodos de estiagem; por outro lado, há aumento do fluxo rio abaixo, favorecendo pescadores locais

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A liminar foi cassada em março, e a vazão no reservatório de Xingó voltou ao nível de 800 m3/s no dia 17 daquele mês.

A partir de outubro, a vazão da hidrelétrica de Xingó poderá ser novamente reduzida -agora para 700 m3/s. A determinação segue solicitação do setor elétrico para não reduzir a vazão antes desse período, e foi tomada na segunda-feira (29), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, durante reunião para avaliar os efeitos da defluência reduzida.

De acordo com um porta-voz do CBHSP (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco) que preferiu o anonimato, a decisão não tem relação com a morte de Montagner, mas, sim, com estudos apresentados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sobre a previsão hidrológica para a bacia até o final do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A reportagem tentou contato com a assessoria da Chesf, mas não teve retorno até as 15h.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV