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Após disputas internas na Espanha, líder do PSOE pode perder o cargo

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Uma crise de liderança dentro do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) levou à renúncia de 17 membros de sua direção nesta quarta-feira (28), em uma manobra que pode resultar na saída de Pedro Sánchez, hoje secretário-geral da sigla.

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As 17 renúncias, somadas a três baixas anteriores, significam que mais de metade da chamada Executiva Federal -inicialmente formada por 38 membros- deixou os cargos.

Há controvérsias sobre os efeitos desse cenário, mas os diretores que se opõem ao comando de Sánchez esperam que a comissão seja dissolvida e o partido passe, então, por reformas internas.

Na noite desta quarta, ainda dia no Brasil, um porta-voz do partido afirmou, no entanto, que Sánchez permanece no cargo e insistiu em que a decisão sobre a liderança cabe aos militantes, e não aos diretores.

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A crise do PSOE coincide com a paralisia política na Espanha, que tenta formar seu novo governo desde as eleições de dezembro de 2015. O país realizou dois pleitos, mas nenhum partido conseguiu reunir o número necessário de deputados.

O PSOE teve resultados historicamente ruins em ambas as eleições. Ademais, ao negar-se a apoiar o conservador PP (Partido Popular) na formação de um governo, Sánchez foi visto como um dos responsáveis pelo impasse. É possível que a Espanha vote uma terceira vez em dezembro deste ano.

A crise atual e a possível saída de Sánchez podem significar que, sob uma nova liderança, o PSOE se abstenha na próxima tentativa do PP de formar governo. Assim, permitiria que os rivais conservadores liderassem o país, encerrando o longo drama.

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Mas, caso não perca o cargo na atual crise, Sánchez planeja convocar um congresso neste ano para que os militantes escolham o próximo secretário-geral da sigla.

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