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Continente americano é a primeira região no mundo a erradicar sarampo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Toda a área das Américas está livre do sarampo, segundo a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). A região é a primeira a conseguir tal feito.

O último caso de sarampo endêmico (não "importado" de outras áreas) no hemisfério foi em 2002.

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Normalmente, para que uma doença seja declarada erradicada, são necessários três anos, bem menos do que os 14 levados no caso do sarampo.

Algumas causas para essa demora foram citadas por autoridades da Opas. Entre elas, estão a comunicação ruim entre entidades nacionais e regionais de saúde, grande número de imigrantes não vacinados em algumas regiões e partes de países fora de alcance por conta de conflitos.

"Esta data marca um momento histórico. Adeus ao sarampo na região americana!", comemorou Carissa Etienne, presidente da Opas em uma cerimônia realizada na sede da entidade em Washington.

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Há 25 anos, recordou a especialista, o sarampo "matava mais de meio milhão de crianças por ano, mundialmente. Por isso, é verdadeiramente um momento histórico".

METAS

Merceline Dahl-Regis, presidente do Comitê Internacional de Especialistas que fez a verificação do processo, relatou que desde 2007 os especialistas compilavam dados sobre os resultados do esforço continental.

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"Em 2007 começou o processo de documentação da eliminação do sarampo, da rubéola e da rubéola congênita. Agora temos que nos concentrar na eliminação mundial do sarampo", expressou Dahl-Regis.

Com relação ao futuro, os especialistas da Opas concordaram em assinalar que a prioridade é manter as estruturas de atenção à saúde para impedir que doenças erradicadas voltem a aparecer na população.

O subdiretor da Opas, Francisco Becerra, expressou sua esperança de que a região possa se ver livre do tétano neonatal em um curto prazo.

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"Temos que verificar a situação no Haiti, e é possível que no final deste ano possamos considerar que a região erradicou o tétano neonatal", disse o especialista mexicano.

Em um prazo maior, acrescentou, os países da região estão fazendo um enorme esforço coletivo para erradicar a hepatite tipo B, e esperam ver resultados positivos nos próximos anos.

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