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Hollande confirma desmonte de campo de refugiados em Calais

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O presidente da França, François Hollande, reforçou nesta segunda-feira (26) a determinação de seu governo de desmontar o campo de refugiados em Calais, na costa norte do país. Segundo organizações humanitárias, 10 mil pessoas moram ali.

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Hollande visitou a cidade, mas não a "selva" em si. As centenas de tendas na periferia da cidade são conhecidas por esse nome devido às condições precárias de vida.

O presidente francês aproveitou sua visita para insistir em que a crise de refugiados em Calais é um problema também britânico. Ele pediu, assim, que o Reino Unido cumpra sua parte para resolver essa questão, hoje um dos principais temas da campanha eleitoral francesa.

Nicolas Sarkozy, que disputa as primárias do partido de centro-direita Os Republicanos para concorrer nas eleições, visitou Calais na semana anterior.

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Os planos de fechar o campo de refugiados são, no entanto, controversos. Organizações humanitárias, como os Médicos Sem Fronteiras, apontam que não há um planejamento para o futuro dos milhares de migrantes que hoje moram nas tendas.

Desmontar a "selva" significaria, portanto, dificultar o auxílio hoje prestado nesse local, onde refugiados recebem abrigo, comida e roupa.

Não há, por ora, um cronograma para o fechamento de Calais. O governo francês afirma que irá deslocar os migrantes para centros ao redor do país antes do início do inverno, quando as condições de vida serão particularmente duras. Já nas últimas semanas a chuva fria causou dano e transformou as ruas do campo em lama.

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Os refugiados que vivem em Calais vêm de países empobrecidos ou em guerra, como Afeganistão e Síria. Eles acampam por meses ali à espera de uma oportunidade de cruzar para o Reino Unido, onde sonham com melhores condições. Alguns deles pedem asilo na França.

A passagem para o Reino Unido, entretanto, é bastante complicada. É necessário pular uma cerca e embarcar sem ser visto em um dos caminhões. Diversos acidentes de trânsito foram causados nesse processo no passado.

A crise dos refugiados é um tema central também na política britânica, e em parte motivou os votos pela saída do Reino Unido da União Europeia, conhecida como "Brexit", em 23 de junho.

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Nesse contexto, o governo britânico anunciou recentemente a construção de um muro de quatro metros de altura para impedir que migrantes saltem de Calais ao porto e cruzem o canal.

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