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Rebeldes sírios dizem ser inútil negociar paz se Rússia mantiver ataques

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Grupos rebeldes na Síria disseram neste domingo (25) que a escalada de bombardeios feitos com apoio da Rússia em Aleppo tornam qualquer processo de paz inútil e pedem a suspensão imediata dos combates e entrega de suprimentos enviados pela ONU.

O comunicado foi assinado por mais de 30 grupos, incluindo a maior facção rebelde, apoiada indiretamente pela Turquia. EUA e Rússia buscam negociar um acordo de paz para a Síria na ONU e, assim, tentam encerrar uma guerra civil que já dura cinco anos.

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No documento, os rebeldes dizem que não podem aceitar a "Rússia como patrocinador [do acordo] porque ela é parceira do governo [de Bashar al-Assad] nos crimes contra nosso povo."

O documento também acusa os bombardeios feitos com ajuda da Rússia de usar napalm (líquido incendiário) e armas químicas sem serem contidos pela comunidade internacional.

NOVOS BOMBARDEIOS

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Neste domingo, forças russas e sírias bombardearam um acampamento estratégico no norte de Aleppo, depois de perderem o controle sobre o local durante a noite, afirmaram rebeldes e o Exército sírio.

Segundo os rebeldes, o Exército usou armas mais poderosas na tentativa de recuperar Handarat, um campo de refugiados palestinos a poucos quilômetros do norte de Aleppo, localizado em um terreno elevado com vista para uma das principais estradas de Aleppo e ocupado durante anos pelos rebeldes.

"Retomamos o acampamento, mas o regime o incendiou com bombas... Fomos capazes de protegê-lo, mas o bombardeio destruiu nossos veículos", disse o comandante Abu al-Hassanien em uma sala de operações rebelde que inclui as principais brigadas para combater o ataque do Exército sírio.

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O Exército, auxiliado por milícias apoiadas pelo Irã, pelo grupo xiita libanês Hizbollah e uma milícia palestina, reconheceu a retomada de Handarat pelos rebeldes no sábado.

"O Exército sírio está mirando nas posições de grupos armados no acampamento de Handarat", disse uma fonte militar, segundo a mídia estatal.

O governo sírio anunciou na quinta-feira (22) o início de uma nova e grande campanha militar para recuperar Aleppo, intensificando os ataques e o uso de armas poderosas no que os rebeldes chamam de campanha de "choque e pavor" que visa à devastação.

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De acordo com os rebeldes e moradores, aviões russos continuaram ressoando em áreas residenciais de Aleppo, derrubando edifícios.

O ataque a Aleppo, onde mais de 250 mil civis estão encurralados, pode ser a maior batalha em uma guerra civil que já matou centenas de milhares de pessoas e deixou 11 milhões de desabrigados.

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