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Polícia cede e diz que irá liberar vídeo de homem negro baleado nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pressionada pela população e por seguidos protestos que tomaram a cidade de Charlotte, na Carolina do Norte (EUA), a polícia local afirmou neste sábado (24) que irá liberar o vídeo que mostra um homem negro de 43 anos sendo baleado por policiais.

O chefe da polícia, Kerr Putney, manteve a versão de que o vídeo não vai clarear o ponto crucial -se Keith Lamont Scott estava com uma arma de fogo quando foi morto na terça-feira (20). A família sustenta que ele segurava um livro.

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"O vídeo não me dá absoluta e definitiva evidência visual que confirmaria que uma pessoa está apontando uma arma", disse ele na quinta-feira (22). Para Putney, no entanto, a "totalidade das outras evidências" comprova a versão policial.

Na sexta-feira (23), foi divulgado que a mulher de Scott, Rakeyia, filmou com um celular os momentos logo antes, durante e depois do incidente.

O vídeo foi publicado pelo jornal "The New York Times", que o obteve com o advogado da família. No vídeo, de dois minutos e meio, não é possível ver se Scott tinha uma arma e também não é possível ver o momento em que ele é baleado.

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Policiais buscavam um suspeito perto de um conjunto de prédios quando viram Scott, que não era a pessoa procurada, dentro de um carro. Segundo a família, ele esperava seu filho chegar da escola.

No vídeo de Rakeyia, é possível ouvi-la gritando repetidamente para que os policiais não atirem nele e pedindo para que o marido saia do carro. Ela também diz aos policiais que ele não está armado.

Rakeyia grita também no vídeo que Scott teve um traumatismo cranioencefálico, indicando que ele pode ter algum tipo de sequela motora. A família afirma que ele sofreu um acidente de motocicleta em 2015.

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No vídeo, ouve-se uma série de tiros e depois Rakeyia filma Scott no chão, ferido, com os policiais em volta. Não é possível ver no vídeo o momento exato que Scott é atingido.

A mulher de Scott diz aos policiais: "É bom ele não estar morto" e pergunta se eles chamaram uma ambulância. Scott foi morto com um tiro pelo policial Brentley Vinson, também negro.

Justin Bamberg, advogado da família, disse ao jornal que o vídeo não prova que a polícia tinha ou não razão, mas sim oferece um novo ponto de vista sobre o caso.

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