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Barco com 600 afunda e mata pelo menos 43 migrantes no Mediterrâneo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um barco que levava cerca de 600 migrantes naufragou na costa do Egito, perto de Alexandria, nesta quarta (21), matando ao menos 43 pessoas. Este é o mais recente desastre envolvendo migrantes que tentam chegar à Europa atravessando o mar Mediterrâneo.

Segundo as autoridades egípcias, 31 corpos foram encontrados, sendo 20 homens, dez mulheres e uma criança. Um correspondente da Reuters viu mais tarde um barco de pesca trazer mais 12 corpos, elevando o total para 43.

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Equipes de resgate salvaram 154 pessoas -o que significa que cerca de 400 ainda podem estar desaparecidos. A embarcação afundou a cerca de 20 km da costa.

"A informação inicial indica que o barco afundou porque estava transportando mais pessoas do que o seu limite. O barco inclinou-se e os imigrantes caíram na água", afirmou um oficial sênior de segurança da província de Beheira -localidade mais próxima do naufrágio.

No barco, estavam migrantes do Egito, do Sudão, da Eritreia e da Somália, segundo autoridades.

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Em um posto da guarda costeira em Burg Rashid (Beheira), onde o Mediterrâneo se encontra com o rio Nilo, dezenas de pessoas se reuniram, esperando por notícias de parentes desaparecidos.

"Eu não vou sair até que eu veja Mohamed", declarou Ratiba Ghonim, cujo irmão de 16 anos tinha deixado uma aldeia pobre em busca de uma vida melhor.

Na cidade de Rosetta, familiares pediam mais urgência no socorro e busca por sobreviventes. "Estamos falando com as autoridades que o barco está afundando e eles dizem que não têm barcos para resgate", disse Hassan Suleiman Daoud, familiar de uma das pessoas a bordo, à Associated Press.

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O número de migrantes tentando cruzar o Mediterrâneo do Egito para a Europa aumentou muito no último ano, segundo a Frontex, agência europeia que cuida das fronteiras. Mais de 12.000 pessoas chegaram à Itália vindas do Egito entre janeiro e setembro -no mesmo período em 2015, foram 7.000.

Mais de 2.900 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo no primeiro semestre de 2016 -37% a mais do que em 2015.

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