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ATUALIZADA - Mortes de negros pela polícia reavivam protestos nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As cidades norte-americanas de Charlotte (Carolina do Norte) e Tulsa (Oklahoma) tiveram protestos na noite de terça-feira (20) e madrugada de quarta (21) após homens negros serem mortos pela polícia em dois casos diferentes, um em cada cidade.

Os episódios aumentam a tensão racial nos EUA a menos de dois meses das eleições presidenciais (8/11). Casos de negros mortos pela polícia têm se multiplicado pelo país, provocando reações contra o que consideram violência policial seletiva.

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Em Charlotte, 12 policiais e vários civis ficaram feridos em protestos. Carros de polícia foram destruídos.

Os manifestantes se reuniram no fim da noite de terça-feira na área de Charlotte onde o homem foi morto, com cartazes com a frase "Vidas negras importam" -nome da campanha que tornou-se a marca dos atos- e gritos de "Sem justiça não há paz".

O protesto era contra a morte do negro Keith Lamont Scott, 43, baleado por um policial na terça-feira.

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A polícia procurava um suspeito quando agentes viram Scott, que não era a pessoa procurada, dentro de um veículo no estacionamento de um conjunto de edifícios.

Os agentes afirmaram que Scott saiu do carro segurando uma arma e que sentiram ameaçados. Um policial abriu fogo e matou o homem.

A família de Scott diz que a vítima não carregava nenhuma pistola, e sim um livro, quando foi morto. Ativistas afirmaram que Scott estava dentro do carro esperando seu filho chegar da escola.

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"Ele tinha uma arma quando saiu do carro, ameaçando os policiais. Os policiais deram ordens verbais claras e em voz alta", disse o chefe de polícia da cidade, Kerr Putney.

Ele afirmou ainda que não foi achado nenhum livro no local. A polícia afirmou que recolheu uma arma no local da morte e que está entrevistando testemunhas e analisando vídeo do episódio.

De acordo com a imprensa, o policial responsável pela morte, Brentley Vinson, foi suspenso de suas funções.

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John Barnett, ativista de direitos civis de Charlotte, afirmou que "a verdade é que [Scott] não apontou nenhuma arma". "Vocês acham que ele pretendia ficar dentro do carro, esperando seu filho chegar da escola, e planejava atirar na polícia se um policial se aproximasse dele?"

B.J. Murphy, outro ativista local, afirmou que "estamos cansados de sermos mortos e ninguém falar nada".

A prefeita da cidade, Jennifer Roberts, pediu calma à população local.

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"A comunidade merece respostas e acontecerá uma investigação profunda", disse. "Vou entrar em contato com líderes da comunidade para trabalharmos juntos."

A secretária de Justiça dos EUA, Loretta Lynch, disse que seu departamento está acompanhando o caso.

OKLAHOMA

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Em Tulsa, centenas se manifestaram em frente à sede da polícia pedindo a demissão de Betty Shelby, policial que matou a tiros o negro Terence Crutcher, 40, na última sexta-feira (16).

Vídeos feitos por câmeras no carro de polícia e no helicóptero da corporação mostram o confronto, que começou após agentes serem chamados para verificar um veículo que estava estacionado no meio de uma estrada.

Nas imagens, Crutcher aparece com as mãos para cima perto do carro enquanto policiais apontam armas para ele. Os policiais se aproximam e não é possível ver se, no momento em que é baleado, ele tem algo nas mãos.

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A policial diz que Crutcher não seguiu instruções e parecia estar tentando pegar um revólver no carro.

A família diz que ele estava com as mãos para cima e não ameaçava os policiais. O caso está sob investigação.

Na semana passada, em Columbus, Ohio, um garoto negro de 13 anos que segurava uma arma de ar comprimido foi morto pela polícia. O caso também é investigado.

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