Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

MG autoriza Samarco a fazer obra que alagará parte de vilarejo de Mariana

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

JOSÉ MARQUES

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Um decreto assinado pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, autorizou a Samarco a iniciar a construção de um dique que alagará parte da área de Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana destruído pelo rompimento da barragem de Fundão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A intenção é evitar que a lama de rejeitos que está no local volte a poluir os afluentes do rio Doce durante o período chuvoso, que começa em outubro.

Publicado no "Diário Oficial" de Minas Gerais desta terça (21), o decreto afirma que os proprietários da área deverão viabilizar a entrada da equipe técnica da Samarco e dos agentes públicos estaduais no terreno. Ainda diz que a mineradora terá que bancar a indenização dos donos da área.

"A Samarco Mineração S/A fica autorizada a promover todas as medidas necessárias à construção e implantação emergencial do dique", diz o texto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Samarco tem tentado comprar os terrenos para a construção do dique desde o primeiro semestre, mas alguns dos antigos moradores não queriam vendê-los por considerar a obra prejudicial à memória dos antigos moradores. O decreto atual permite o uso da área pela mineradora por três anos.

A empresa tem dito que a obra é urgente e não prejudicará estruturas históricas nem encobrirá as casas que ainda estão de pé, mas o Ministério Público de Minas Gerais e o Conselho de Patrimônio Cultural de Mariana iam de encontro à ideia e diziam que o impacto no local podia ser irrecuperável.

Em uma reunião de conciliação entre a Samarco, suas donas (Vale e a BHP Billiton), governos e Ministério Público Federal, no último dia 13, as empresas insistiram para que a juíza que acompanhava a audiência desse a autorização por meio de decisão liminar (provisória). A magistrada, no entanto, não tomou decisão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dique, chamado S4, seria a última de quatro estruturas provisórias que a Samarco planejou para "filtrar" a água que passa pelos terrenos próximos.

Atualmente, apenas um dos diques (o S3) funciona e pode não ser capaz de suportar as chuvas previstas. Com o S4, a empresa acredita que teria tempo de construir estruturas de contenção definitivas e evitar mais poluição.

Procurada, a Samarco ainda não se manifestou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV