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Em último discurso na ONU, Obama critica "populismo grosseiro"

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seu último discurso ao plenário das Nações Unidas, nesta terça-feira (20), o presidente dos EUA, Barack Obama, criticou o que chamou de "populismo grosseiro" que aflora nos Estados Unidos em em todo mundo, numa referência implícita ao candidato republicano à Presidência, Donald Trump.

Em defesa das democracias liberais, Obama afirmou que "é preciso corrigir rumos" e rejeitou qualquer "populismo grosseiro".

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"Não podemos ignorar estas visões. Elas refletem o descontentamento de muitos de nossos cidadãos", afirmou.

Em relação à Síria, Obama pediu para que se prossiga com "o difícil trabalho da diplomacia".

"Em um lugar como a Síria não se pode alcançar uma vitória militar, e temos de continuar com a difícil tarefa da diplomacia que se propõe a interromper a violência e fazer chegar ajuda àqueles que necessitam", afirmou.

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O presidente norte-americano também destacou que as nações podem fazer mais para ajudar os refugiados e migrantes.

Sobre a contenda entre Israel e Palestina, Obama afirmou que ambos os lados se beneficiariam caso Israel reconhecesse que não pode ocupar permanentemente terras palestinas e se palestinos rejeitassem o incitamento e reconhecessem a legitimidade de Israel.

Acusou ainda a Rússia de tentar recuperar sua glória passada "pela força", em meio ao envolvimento militar de Moscou na Síria e na Ucrânia.

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"Em um mundo que deixou para trás a era dos impérios, vemos como a Rússia tenta recuperar sua glória passada pela força", afirmou.

Por fim, enfatizou que é urgente que o acordo de Paris sobre o clima entre em vigor, pedindo que os líderes mundiais não deixem o problema para as futuras gerações resolverem.

"Se não agirmos com audácia, teremos migrações em massa, cidades submersas e reservas de alimentos dizimados".

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"Deve haver um sentido de urgência para colocar em prática o acordo e ajudar os países mais pobres a deixar de lado formas destrutivas de energia", acrescentou.

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