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Ataque a base militar da Índia na Caxemira deixa 17 soldados mortos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Militantes armados atacaram neste domingo (18) uma base do Exército indiano localizada perto da fronteira com o Paquistão, matando 17 militares -um dos mais ataques mais mortíferos já registrados na disputada região da Caxemira.

Os militantes portavam rifles e granadas e invadiram a base de Uri pouco antes do amanhecer. Quatro invasores foram mortos no combate.

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O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, condenou veementemente a agressão, classificando-a de "ataque terrorista covarde".

"Eu asseguro que a nação por trás desse ataque desprezível não ficará impune", disse Modi em uma série de posts no Twitter.

Em uma declaração ainda mais forte, o ministro do Interior indiano, Rajnath Singh, culpou o Paquistão pelo ataque: "O Paquistão é um Estado terrorista e deve ser identificado e isolado como tal", escreveu no Twitter.

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O Paquistão negou qualquer envolvimento com o ocorrido. "A Índia coloca imediatamente culpa no Paquistão sem fazer qualquer investigação. Nós rejeitamos isso", disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Nafees Zakaria.

A região da Caxemira tem sido foco constante de conflito entre os dois países desde que ambos se tornaram independentes do Reino Unidos, em 1947.

O ataque ocorre em meio a uma crescente tensão no local -única região de maioria muçulmana da Índia- que enfrenta protestos desde a morte de Burhan Wani, 22, líder do grupo separatista Hizbul Mujahideen, baseado no Paquistão.

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Cerca de 80 civis já morreram e milhares ficaram feridos em confrontos de rua com as forças de segurança indianas, que têm sido criticadas por grupos de direitos humanos pelo uso de força excessiva.

O presidente indiano e o ministro do interior cancelaram viagens para a Rússia e os EUA para acompanhar os desdobramentos do caso. O ministro da Defesa e o comandante do Exército se dirigiram a Uri para supervisionar as investigações do ataque.

"Há indicações definitivas e conclusivas de que os autores do ataque em Uri foram altamente treinados, fortemente armados e estavam especialmente equipados", disse Singh em uma série de tweets.

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O embaixador dos EUA na Índia, Richard Verma, também "condenou fortemente" o ataque em Uri, que ocorreu semanas após o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ter visitado Nova Déli para negociações estratégicas. Após essa reunião, Kerry exortou o Paquistão a fazer mais para combater o terrorismo.

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