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Coleções da Semana de Moda de Nova York saem da passarela para a vitrine

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MARCELO BERNARDES

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Pirataria não é só problema de Hollywood. Na moda, grifes reclamam que marcas fast-fashion como Zara e H&M, que criam uma coleção inteira em menos de um mês, vinham copiando suas ideias e as vendendo a preços em conta.

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A novidade da Semana de Moda de Nova York, encerrada na quinta (15), foi o formato "see-now, buy-now" (veja agora, compre agora), seguindo inovação apresentada por Christopher Bailey, via Burberry, no ano passado.

O designer Ralph Lauren até arranjou um termo para a estratégia: "passarela reinventada". Além dele, Tommy Hilfiger, Diane von Furstenberg, Thakoon, Rebecca Minkoff e marcas como Banana Republic e Club Monaco disponibilizaram suas coleções nas lojas logo após o desfile.

Essa janela entre passarela e prateleiras visava atender revistas especializadas, que precisam de alguns meses para fotografar as roupas. Com revistas destituídas de importância por conta da mídia social, designers passaram a privilegiar Instagram e Snapchat.

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Para ajudar a maximizar a cobertura na mídia social, a fotogenia da locação dos desfiles foi observada. Esta temporada deixou os salões de paredes brancas e foi para a rua. A estilista Rebecca Minkoff armou seu desfile em frente a sua loja no SoHo. Tommy Hilfiger ergueu um parque de diversões num píer destruído pelo furação Sandy. Thakoon foi ao pé da ponte do Brooklyn; Heron Preston, a um galpão da companhia de saneamento da cidade. E Kanye West mostrou sua Yeezy Season 4 em frente às ruínas de um hospital do século 18.

Entre tendências, a semana mostrou que a rainha Elizabeth e a primeira-dama Michelle Obama são formadoras de estilo. O amarelo, cor que ambas usaram nos últimos meses, invadiu as passarelas em variações "canário", "limão" e "mostarda" pelos designers Alexander Wang e Thakoon. Nova darling da moda, a grife Monse recebeu boas críticas ao desestruturar a tradicional camisa. Tom Ford, Hugo Boss e Proenza Schouler pregaram a volta do vestido, apresentando-o com cortes mais soltos e babados.

Na passarela, as irmãs Gigi e Bella Hadid bombaram. Christian Siriano, cria do reality show de TV "Project Runway", incluiu em sua coleção cinco items "plus size".

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Tim Gunn, jurado do programa, escreveu editorial para o jornal "Washington Post", elogiando Siriano e alfinetando os demais: "'Plus size' não consta no vocabulário deles. O povo da moda não sabe ganhar dinheiro".

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