Em reunião, UE anuncia ação conjunta de guarda costeira e de fronteira
DIOGO BERCITO
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Líderes europeus estabeleceram na sexta-feira (16) uma série de prioridades para os próximos meses, enfrentando as crises que têm enfraquecido a União Europeia.
Os governos anunciaram, por exemplo, uma guarda costeira e de fronteira conjunta operando até o fim do ano e o auxílio imediato à Bulgária, com o envio de 200 policiais à sua fronteira.
Algumas das medidas discutidas em Bratislava já haviam sido adiantadas na quarta-feira (14) por Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia (o braço Executivo da união).
Entre elas, um fundo de investimento expandido a 630 bilhões de euros (R$ 2,3 trilhões) até 2022, incluindo fundos para o setor privado na África.
Os líderes europeus devem reunir-se outra vez em março, quando haverá informações mais concretas sobre o cronograma dessas medidas.
Mas há dúvidas quanto à possibilidade de avanços reais durante os próximos meses, pois França e Alemanha terão eleições em 2017, o que deve atrasar os debates.
INDISPENSÁVEL
O encontro em Bratislava foi a primeira cúpula europeia sem o Reino Unido. Britânicos votaram em 23 de junho para sair desse bloco.
"Apesar de um país ter decidido sair, a União Europeia continua sendo indispensável para o resto de nós", registra a declaração oficial publicada após a reunião.
Os três principais assuntos da pauta foram as fronteiras externas da união, o combate ao terrorismo e a proteção dos interesses econômicos e sociais de seus cidadãos.
Há uma série de divisões dentro da União Europeia. Uma delas opõe os países abertos a refugiados, como a Alemanha, àqueles que são contrários a esses migrantes.
O chanceler de Luxemburgo pediu nesta semana que a Hungria fosse expulsa do bloco por tratar refugiados de forma "pior do que animais".
Outro debate envolve as contas. Com países endividados ao sul, como a Grécia, não há consenso sobre as medidas de austeridade ou de incentivo ao crescimento.
Antes do encontro, Alexis Tsipras, premiê grego, afirmou que "a Europa deveria deixar de caminhar, sonâmbula, na direção errada".
