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Insper e Instituto Unibanco criam cátedra para estudar ensino médio

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EVERTON LOPES BATISTA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Medir a desigualdade entre alunos e entre escolas quando são realizados experimentos educacionais aleatórios é necessário para o redesenho de projetos na área. Assim, seus efeitos poderão promover a redução das disparidades na aprendizagem onde as propostas são implementadas.

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A discussão foi levantada por Sérgio Firpo, professor titular da cátedra Instituto Unibanco no Insper, lançada nesta sexta-feira (16) durante o seminário internacional Gestão Escolar, promovido pela Folha de S.Paulo e pelo Instituto Unibanco, com apoio do Insper, no Teatro Cetip, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

"Em certas situações, políticas educacionais podem gerar efeitos perversos sobre a dispersão de desempenho", disse Firpo no lançamento. Segundo ele, políticas bem-sucedidas aumentam o desempenho médio dos alunos, mas, para que sejam mais eficientes, elas devem também diminuir a distância de aprendizado entre os melhores e os piores alunos.

"Os experimentos educacionais podem responder as perguntas que temos, mas, para isso, precisamos saber o máximo de informação possível sobre eles", afirmou.

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"Com mais conhecimento sobre o andamento dos projetos em mãos, os educadores podem adaptar as propostas para diferentes escolas, com diferentes níveis de complexidade de gestão", completou o professor.

A cátedra, financiada pelo Instituto Unibanco, é voltada para estudos sobre a qualidade da educação no ensino médio e no ensino técnico. Pesquisas sobre o Enem e o projeto Jovem de Futuro, mantido pelo instituto e por secretarias estaduais de Educação, também serão desenvolvidas.

"Os estudos acadêmicos podem ajudar a propor soluções para os problemas enfrentados pela sociedade, a educação é um deles", ressaltou Firpo.

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